Alunos da escola Professora Augusta Knorring aprendem astronomia em Planetário Digital

Atividade foi realizada na última sexta-feira, 16, e também envolveu estudantes da Padre Luiz Gonzaga Steiner

Escola Cerâmica Reis 1 (Copy)
Estudantes das escolas Augusta Knorring e Padre Luiz Gonzaga Steiner tiveram uma aula diferente na sexta-feira, 16 -
Crédito: Daiane Benso

Os estudantes da Escola de Ensino Fundamental (EEF) Professora Augusta Knorring, do Cerâmica Reis, tiveram um dia diferente na última sexta-feira, 16. Eles receberam um Planetário Digital Móvel e aprenderam de forma lúdica, por meio de sessões de filme em 3D e em 360 graus, sobre a astronomia. Cerca de 100 alunos da Escola Reunida Municipal Padre Luiz Gonzaga Steiner também participaram da atividade.

Entre os temas, apresentados em nove sessões, para distintas faixas etárias, desde o berçário 2 (1 ano e meio) ao nono ano (15 anos), estão o mecanismo das estações do ano, movimentos da Terra, escalas de distâncias e tamanhos no Sistema Solar. A ideia do trabalho partiu da professora regente do 4º ano da escola Augusta Knorring, Aline Fantini Henriques. Ela conta que o conteúdo “dos planetas” faz parte da grade curricular desta turma e que o assunto é abstrato para crianças de oito a dez anos, por isso se pensou em trabalhar de uma forma mais lúdica.

A professora diz que a ideia inicial era levar os alunos para o planetário da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), no entanto, o local estava em reforma e sem previsão de término. Dessa forma, a própria universidade sugeriu que a escola entrasse em contato com a empresa Urânia, de Florianópolis, que possui um planetário itinerante. “Achamos interessante, já que ao invés de irmos a um local, o planetário viria até nós e com o apoio da direção decidimos trazer para Brusque”, conta.

Assim, por meio da direção da Augusta Knorring e com a colaboração dos estudantes – cerca de 500 entre as duas escolas, o projeto foi viabilizado. “Um livro didático não dá conta de todo o conteúdo e trazer essa parte tecnológica para a sala de aula permite que aprendam um pouco mais sobre o universo e de um jeito diferente, assim ele vão de fato entender o assunto e não apenas decorá-lo.”

Alunos de Brusque puderam aprender sobre astronomia e o que envolve essa ciência / Foto: Daiane Benso

Alunos de Brusque puderam aprender sobre astronomia e o que envolve essa ciência / Foto: Daiane Benso

As coordenadoras pedagógicas da instituição, Rafaela de Oliveira e Tamara Moresco, afirmam que é primordial esse tipo de atividade para a formação dos alunos. “É uma maneira de proporcionar um conhecimento de uma maneira diferenciada e significativa, pois acredito que eles não vão esquecer esse dia”, afirma Rafaela.

Isabely Iatzac e Isabeli Venâncio, ambas de 7 anos, do 2º ano, da Augusta Knorring, contam que acharam o planetário muito legal. Para Isabely, foi interessante saber que há planetas mais frios e outros mais quentes. Isabeli gostou mais sobre o Urano – sétimo planeta a partir do Sol, o terceiro maior e o quarto mais massivo dos oito planetas do Sistema Solar.

Emanuela Lamim, 13, do 7º ano da Padre Luiz Gonzaga Steiner, afirma que não tinha muito conhecimento sobre os planetas e que com a atividade adquiriu mais conhecimento.

Divulgação científica

Tornar acessível o estudo de astronomia nas escolas é o principal objetivo da Urânia Planetário Móvel, empresa que realizou a ação. As aulas lúdicas dentro da cúpula ou planetário (local em que se aprende astronomia) foram ministradas por Vitória Silveira Chaves. Ela explica que os educandários do Brasil não têm disciplina de astronomia, que foi banida do currículo na década de 30. Além disso, em Santa Catarina só existe um planetário, na UFSC, que é o menor do país. “Nós buscamos tornar acessível este estudo nas escolas, levar às pessoas sobre essa ciência tão fascinante, tão bonita, no qual, por meio dela, pode-se aprender sobre outras ciências”.

Vitória ainda diz que é necessário popularizar a astronomia, e começa nas instituições de ensino essa abordagem. Segundo ela, é comum se pensar que essa ciência é muito distante, porém, é presente no dia a dia da população. “É só ver as fases da lua, do nascer e por do sol, são coisas simples e que podemos trazer para os alunos e sensibilizá-los, fazendo assim um trabalho de divulgação científica de forma mais acessível”.

Sessões

As atividades nas escolas são apresentadas na forma de sessões de planetário, de acordo com a faixa etária, com a temática voltada para a Astronomia e ciências afins. A programação é organizada em dois tipos, nos quais as instituições escolhem de acordo com o interesse. Há a sessão Antares e Betelgeuse. A primeira ocorre na cúpula do planetário, onde os alunos assistem a um filme e projeta-se a uma vídeoaula sobre as noites estreladas das estações do ano por meio de um programa simulador de céu para planetários. Finaliza-se com uma simulação de montanha russa. Já na segunda são aprofundados conteúdos astronômicos voltados às noites estreladas, mecanismo das estações do ano, movimentos da Terra, escalas de distâncias e tamanhos no Sistema Solar. A aula de aprofundamento é realizada num ambiente reservado fora da cúpula.

3 Comentários

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    Claudiomir Pavesi setembro 19, 2016

    Nossa, em meio a tantas notícias ruins, uma notícia de encher os olhos !

    Parabéns pela iniciativa !

    Isso está em falta na educação: despertar a curiosidade das crianças ! E a ciência é o instrumento perfeito pra isso, em meio a nossa sociedade cada vez mais obscura, com religiões cortando a curiosidade e não permitindo a dúvida de nossas crianças desde cedo.

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    Claudio Mansur setembro 19, 2016

    Sensacional. Penso que se a matéria voltasse pro currículo, quem sabe erradicamos de vez os achismos das gerações passadas que continuam se perpetuando em nosso meio…

    - Achar que a Lua influencia em corte de cabelo… em plantações… na chuva !!! Quanta ignorância !

    - Achar que os astros influenciam nossas vidas ! Só influencia a conta bancária dos “astrólogos”, charlatões que vivem da ignorância científica de nosso povo.

    - Achar que a Terra tem apenas 6.000 anos de idade, como os seguidores da Bíblia assim o acreditam…

    e dezenas de outras coisas…

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    Louis Lux setembro 20, 2016

    Nossa nos meus tempos “juvenis” se eu cogitasse estudar as estrelas no minimo seria queimado em uma fogueira, sem anestesia para variar. Pontos positivos da evolução: você é livre para usar a imaginacao e mais, com ajuda da ciência. Isso é formidável. “Tirando as crianças da alienação globalista.”

    Só para ajudar esses jovenzinhos: A Nasa acabou de colocar mais um signo na astrologia. Agora serão 13 e não os 12 tradicionais. (Fonte: site sputnik Brasil)

    #pesquisem

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