Apicultores da região estimam retirada de até 40 toneladas de mel neste ano

A estabilidade do tempo é uma das principais responsáveis pela produção em massa

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Uma colmeia produtiva que conta com 60 mil abelhas produz em torno de 30 quilos de mel por safra, segundo os apicultores -
Crédito: Divulgação

Diferente do ano passado, em que a produção de mel foi zero na região em consequência das chuvas, neste ano, os moradores de Brusque, Botuverá, Guabiruba e Nova Trento terão o produto à vontade. A previsão é de que a retirada possa chegar a 40 toneladas nos quatro municípios.

Segundo Antonio Bonomini, ex-presidente da Associação de Apicultores de Botuverá (Apibo), alguns apicultores já retiraram cerca de 20% da produção total. O restante, explica ele, será retirado entre o fim deste mês e o início de dezembro.

“A previsão é boa para esse ano. Se continuar com bastante florada e com o tempo seco a expectativa é de muita produção na região. Imaginamos que sejam retiradas 30 quilos de mel por colmeia. As abelhas estão a todo vapor. A produção irá suprir as necessidades da região”, afirma.

Assim como o ex-presidente da entidade, o atual, João Irineu Smanioto, também está confiante em resultado positivo da colheita deste ano.
“A expectativa é retirar bastante mel. Está prometendo ser uma safra muito boa. As colmeias estão bem fortes. Se tudo der certo pode chegar mesmo as 40 toneladas”, afirma Smanioto. “O forte mesmo da retirada é no fim deste mês. Em regiões mais quentes, como Brusque, começa um pouco mais cedo. Onde é mais frio, tarda um pouco mais”, completa.

Atualmente, a Apibo conta com 55 associados nos quatro municípios. De acordo com o ex-presidente, além de comercializarem para a região e para o restante de Santa Catarina, alguns dos produtores também vendem para os outros estados do sul.

Com a perspectiva de 40 toneladas de produção, os apicultores devem arrecadar cerca de R$ 800 mil neste ano.

Inverno

Enquanto nos dias de temperaturas mais elevadas as abelhas produzem o mel e os apicultores retiram, nos dias frios, os insetos precisam de um estoque do produto para se alimentarem, explica o ex-presidente da Apibo.

“No inverno geralmente é deixado um pouco de mel para elas. Elas precisam desse mel para sobreviver. A colmeia no inverno consome cerca de 10 quilos de mel. Muitos dos apicultores tiram todo o mel e tratam elas com xaropes. É fundamental alimentar senão elas morrem no inverno, principalmente se der dias muito chuvosos, já que elas não conseguem sair da colmeia”, afirma.

Ano passado

Devido à chuva que atingiu a região no período de florada, a produção de mel foi zero na região no ano passado. Para suprir as necessidades dos consumidores de Brusque, Botuverá, Guabiruba e Nova Trento, os associados da Abipo tiveram de adquirir mel do Rio Grande do Sul.
“Tivemos que comprar para suprir os mercados. Mas o mel da nossa região é bem melhor do que esse que estávamos comprando. Era mel puro, mas o gosto e o cheiro era diferente do nosso”, assegura Bonomini.


MEL

 

 

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