Notícia de José Francisco dos Santos

Passado, presente e futuro

O filme “De Volta para o Futuro” é um dos mais estimulantes que já vi. Além de engraçado, com roteiro e atuações excelentes, tem lições valiosas. Revi-o na TV no final de semana e fiquei impressionado em me dar conta de que já faz quase trinta anos que o vi pela primeira vez. Lembro-me de ter ficado muito impressionado com o personagem George McFly (Crispin Glover), pai de Marty McFly

O dilema da liberdade

A liberdade é uma das questões mais espinhosas para filósofos e mestres espirituais em toda a história. Houve quem negasse totalmente a existência dela, afirmando que nossa vida é apenas o cumprimento de um destino previamente traçado. É o caso, por exemplo, dos filósofos estoicos, da Grécia antiga. Esses filósofos eram materialistas, e como o mundo material é regido por leis estritas, não viam espaço para liberdade. Ao ser humano,

A dor do Reino

O título do artigo de hoje é tirado de uma canção do Padre Zezinho. Ela fala do Reino de Deus, ao dizer que fazer parte desse Reino é doloroso, e só sente essa dor quem realmente se compromete. Podemos abstrair a parte religiosa da ideia e pensar esse “Reino” também em relação ao nosso país, ou aos ideais com os quais sonhamos. Atingir um ideal ou se aproximar ao máximo

O mérito e a oportunidade

Na semana passada, o economista-chefe do Instituto Ayrton Senna, Ricardo Paes de Barros, concedeu instigante entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, falando sobre política social e educação. Um dos tópicos que ele abordou foi a questão da meritocracia e da igualdade de oportunidades, pois, afinal, não se pode exigir mérito de quem sequer tem a oportunidade de demonstrá-lo. A questão é central para a avaliação de programas sociais

A autoridade e a lei

Em tempos de “Ordem e Progresso”, é conveniente refletir um pouco mais sobre ordem, lei e autoridade. A formação da sociedade brasileira sempre esteve ligada, de um lado, pela desordem, e por outro, por ordem arbitrária, emanada da vontade individual dos “senhores”. Nenhuma das duas combina com civilização e com democracia. Nossa mania de dar um jeitinho criou um profundo sentimento de desleixo pelas leis. Desde a época dos senhores

Ordem e Progresso

Não votei em Michel Temer. Quem votou nele foram os eleitores de Dilma, já que ele foi eleito como seu vice, portanto com os mesmos 54 milhões de votos que ela. O discurso da presidente afastada, afirmando que este é o governo dos “sem voto”, é apenas mais um episódio do amontoado de asneiras que tivemos que ouvir nesses anos todos. Felizmente, essa masturbação ideológica agora deverá ficar restrita à

Para alimentar a esperança

No último sábado, participei de um encontro festivo de ex-seminaristas da década de 1980. Mas por que um encontro de velhos amigos valeria um artigo de jornal? O que vale para refletir é mais que a boa comida, o chimarrão, a cerveja, a música e a conversa jogada fora. Tivemos a alegria da presença de um grande mestre de todos nós, o Pe. Adilson José Colombi. Pe. Adilson nos incitou

Ditadura e Democracia

A ressaca da votação do impeachment na Câmara dos Deputados trouxe as mais diferentes manifestações, tanto quanto ao mérito da questão quanto ao espetáculo circense proporcionado por nossos excelentíssimos representantes. Em primeiro lugar, um fato básico precisa ser reafirmado: o fim do governo Dilma é fundamental para que o país não sangre até o colapso, por conta da irresponsabilidade fiscal, da péssima condução da economia, da arrogância que a fez

Preparo humano

Ouvi recentemente de uma empresária um desabafo muito comum: a enorme dificuldade das empresas com a gestão da mão de obra. Apesar de a bolha do crescimento falso ter estourado, e do crescimento acelerado do desemprego, ainda há muitos empregados que parecem pouco preocupados com seu futuro profissional. É difícil encontrar gente preparada para algumas funções específicas, mas as empresas oferecem treinamento, dando chance para quem não tem experiência. O

O preço da propina

Diz uma anedota antiga que um prefeito, pretendendo construir uma ponte, abriu uma licitação. Apareceu um alemão, propondo construir a tal ponte por 3 milhões. Um americano propôs 6 milhões e um brasileiro, 9 milhões. Então o prefeito indagou o brasileiro sobre tão alta cifra, o triplo da primeira proposta. A resposta foi: “são 3 milhões para mim, 3 para você e 3 para o alemão fazer a ponte”! Quando