Notícia de José Francisco dos Santos

Preparo humano

Ouvi recentemente de uma empresária um desabafo muito comum: a enorme dificuldade das empresas com a gestão da mão de obra. Apesar de a bolha do crescimento falso ter estourado, e do crescimento acelerado do desemprego, ainda há muitos empregados que parecem pouco preocupados com seu futuro profissional. É difícil encontrar gente preparada para algumas funções específicas, mas as empresas oferecem treinamento, dando chance para quem não tem experiência. O

O preço da propina

Diz uma anedota antiga que um prefeito, pretendendo construir uma ponte, abriu uma licitação. Apareceu um alemão, propondo construir a tal ponte por 3 milhões. Um americano propôs 6 milhões e um brasileiro, 9 milhões. Então o prefeito indagou o brasileiro sobre tão alta cifra, o triplo da primeira proposta. A resposta foi: “são 3 milhões para mim, 3 para você e 3 para o alemão fazer a ponte”! Quando

Quem é o povo?

A semana passada começou com as megamanifestações contra Lula e Dilma, as maiores da história do país. O que não faltaram foram tentativas de desqualificar tão estrondoso fenômeno. Para alguns o movimento foi “organizado”, para outros não representava o verdadeiro povo, além de outras expressões que não merecem ser mencionadas em uma discussão séria. Mas quem, afinal, é o verdadeiro povo? Qual o seu interesse? Essa divisão do povo em

Um dia após o outro

A física de Newton foi, por muito tempo, um modelo quase completo do que se poderia chamar de ciência. Mas apesar do sucesso estrondoso de suas leis, foi superada em muitos pontos por teorias concorrentes, como a relatividade de Einstein. Se é assim na física, imaginem nas chamadas “ciências humanas”, cujo teor de certeza é bem menor e que costumam abrigar um sem número de teorias concorrentes, tentando explicar os

Aletheia

Há uns quinze dias, foi-me solicitada uma sugestão de nome para um grupo de estudos em filosofia jurídica, que está começando a se formar na Faculdade Sinergia, de Navegantes. A primeira palavra que me veio à mente foi “Aletheia”, que pode ser traduzida por “verdade”, no sentido de “desvelamento”, quando as sombras das ilusões vão se dissipando e a realidade aparece. Pareceu-me um nome perfeito para os propósitos do grupo.

O ponto de inflexão

Apesar da vida frenética que levo, sou uma pessoa naturalmente preguiçosa. Isso parece contraditório, mas é resultado de um processo que começou quando decidi não deixar que a preguiça me dominasse. Lembro-me exatamente desse dia. Eu era adolescente, estava no seminário e era um dia de árduo trabalho com enxadas e pás, que eu detestava. Mas, naquele dia, tomei a decisão de não murmurar nem fazer corpo mole. Então, engatei

Zika Educacional

Há algum tempo, eu estava em uma loja de ferragens e uma pessoa à minha frente havia comprado quatro peças que precisavam, cada uma, de quatro parafusos. A atendente estava tentando fazer a conta para decidir quantos parafusos seriam necessários. O número 16 saltou na minha testa no mesmo instante em que ouvi as quantidades, mas a atendente, mesmo com uma calculadora, levou um tempo considerável para se decidir, informando

Para repensar a Educação

Na semana passada, critiquei a proposta de currículo comum do MEC para as escolas, por causa da visão ideologizada que predomina nas instâncias que comandam a Educação no país. Mas o problema é bem mais complicado, e não basta “evacuar o MEC”. O fato é que o pensamento educacional no Brasil está saturado dessa ideologia, e a tarefa de mudar esse panorama é um desafio e tanto. Do modo como

Evacuem o MEC

Se o fim do governo Dilma é ansiosamente aguardado, para que o desastre econômico que vivemos tenha chance de se reverter, na área da Educação, a influência nefasta do governo e seus ideólogos pode ser muito pior. Desde a década de 1920 que ideólogos socialistas, como o italiano Antonio Gramsci e o húngaro Georg Luckács, idealizaram uma revolução cultural, que abrisse caminho para que o socialismo de Marx pudesse ser

Lula e Tim Maia

Tim Maia é uma figura ímpar. Além do vozeirão e do enorme talento musical, foi uma pessoa que viveu de excessos, em todos os sentidos. Em sua biografia “Vale tudo”, o autor, Nelson Mota, revela uma vida de ímpetos, álcool, drogas, loucuras. No fim da carreira, segundo afirmou Mota em uma entrevista, “litros de uísque e quilos de cocaína” o impediam de cumprir sua agenda de shows. Daí que era