Brusque bate recorde de abstenções e de votos brancos e nulos nas eleições 2016

Quase 14% dos eleitores anularam o voto ou votaram em branco

Ilustrações Eleição 2016 b (Copy)
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Crédito: Ed Carlos

O número eleitores que se abstém de votar ou, comparecendo, anula o voto e vota em branco, tem aumentado em Brusque, a cada novo pleito. Na última eleição, em 2 de outubro, quase 15% dos eleitores deixaram de ir às urnas.

Dos que foram, quase 14% preferiu anular o voto ou votar em branco. Ou seja, quase um terço do eleitorado brusquense não escolheu nenhum dos sete candidatos que se apresentaram como postulantes ao comando do Executivo municipal.

O índice de abstenções em Brusque (14,91%) foi semelhante ao registrado na média do estado de Santa Catarina (14,96%) e um pouco menor do que na média nacional (17,58%).

Os números do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que, a cada ano, diminui o interesse do eleitor brusquense por participar do pleito municipal.

Na eleição de 2012, por exemplo, houve 3% a menos de abstenções do que nesta, e quase um terço a menos no percentual de votos brancos e nulos. Em 2008, cenário parecido: 9% de abstenções e um pouco mais de 4% de votos nulos e brancos.

Descrença do eleitor

Analistas políticos são unânimes ao afirmar que a elevação dos índices de abstenção e votos anulados no país se dão graças à descrença da população na classe política.

O professor Reinaldo Cordeiro, que tem quase 40 anos de atividades como servidor público e há décadas acompanha a vida política no município, afirma que trata-se de casos em que as promessas dos candidatos estão distanciadas da realidade.

“Há uma falta de sintonia entre os agentes políticos e a sociedade. Estudos e pesquisas dão conta desta realidade. Quando a sociedade está motivada e satisfeita com os gestores públicos, esse índice [de abstenção] é menor”, afirma Cordeiro.

Ele avalia que, nas campanhas deste ano, faltou conteúdo que pudesse cativar o eleitor.

“Há um bombardeio de nomes e números de forma impiedosa. Os carros de som que rodam pela cidade não trazem nada. Os planos de governo que são apresentados não são dentro do possível e provável, são fantasias”, analisa.

“O cidadão não precisa ser letrado, não precisa ser um doutor, para perceber isso. Os candidatos discursando não conseguem enganar o mais indefeso do cidadão”.

Cenários parecidos

O cenário nacional, registrado ao avaliar a média de abstenções em todos os municípios brasileiros, tem mostrado evolução do desinteresse pela eleição semelhante ao de Brusque.

A eleição deste ano registrou 17,58% de abstenções, um pouco a mais do que na de 2012, quando 16,41% do eleitorado não foi votar. Na eleição anterior, em 2008, a abstenção também foi menor (cerca de 14%), e assim sucessivamente.


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