Brusque entre as cidades turísticas mais desenvolvidas de Santa Catarina

Levantamento da Fiesc mediu nível do turismo em 12 regiões do estado

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Pavilhão da Fenarreco é a principal instalação turística de Brusque, mas precisa de reformas -
Crédito: Arquivo Município

Três entidades ligadas à economia do estado realizaram diagnóstico sobre o desenvolvimento turístico de 12 regiões catarinenses. Na lista de municípios, apenas seis deles são classificados como de alto grau de desenvolvimento, enquanto Brusque ficou na classificação “B” – médio-alto grau de desenvolvimento.

O levantamento – intitulado Rotas Estratégicas Setoriais para a Indústria Catarinense – foi realizado pela Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), pela Federação de Comércio e Bens de SC (Fecomércio-SC) e pelo Sebrae-SC. Durante três anos, as entidades compilaram uma série de informações sobre indústria, infraestrutura e serviços prestados aos turistas. O objetivo é desenvolver ações até 2022.

Os dados avaliaram as regiões em cinco grandes áreas: turismo de orla, parques temáticos, Mice (reuniões, incentivos, congressos e exposições), regiões históricas e turísticas e turismo em áreas naturais.

De acordo com o levantamento, o Vale Europeu, região de Brusque, tem potencial para o turismo de orla, e tem pequenos empreendimentos voltados aos parques temáticos. O destaque no levantamento é o Mice, que envolve o turismo de negócios, comum em Brusque e Blumenau.

Todos esses fatores foram avaliados, conforme dados do Ministério do Turismo. Os dados foram ponderados e dali surgiu a nota de cada município e região. Brusque ficou na categoria B, junto com Gaspar, no Vale Europeu.

Trinta municípios catarinenses foram avaliados como de grau de desenvolvimento médio-alto, o equivalente a 16,3% do total. Guabiruba e Botuverá têm grau de desenvolvimento baixo, categoria E.

Avaliação

Para o secretário de Turismo de Brusque, Rolf Kaestner, a avaliação mostra que o município tem uma boa infraestrutura. Além disso, demonstra que existe potencial para a cidade, desde que se trabalhe com profissionalismo.

“A nossa vantagem são os centros comerciais, e a Secretaria de Turismo começou a desenvolver atividades para eventos”, diz Kaestner, que também é vice-prefeito. Ele afirma que a Pronegócio também é importante e atrai muitos turistas para a cidade.

O desafio para o próximo prefeito será promover melhorias na infraestrutura. “Não somos uma cidade com grandes atrativos naturais, mas estamos perto de grandes centros e da BR-101”, diz Kaestner.

Ele considera que o próximo prefeito deve ponderar a possibilidade de entrar em um acordo com a família Hoffmann para comprar a área em frente ao pavilhão Maria Celina Vidotto Imhof. O secretário de Turismo afirma que se trata de um terreno central que poderia abrigar um grande centro.

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