Brusquense é dono do único jeep Hotchkiss no Brasil, usado durante a Segunda Guerra Mundial

Vilmar Walendowsky, o Negão, vai participar e expor seu jeep no XII Encontro Brasileiro de Viaturas Militares Antigas

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O jeep Hotchkiss 1942, propriedade do brusquense Vilmar Walendowsky, será exposto no XII Encontro Brasileiro de Viaturas Militares Antigas -
Crédito: Guédria Motta

Inicia nesta sexta-feira, 1, no Centro Multiuso de São José, na Grande Florianópolis, o XII Encontro Brasileiro de Viaturas Militares Antigas (EBVMA). O brusquense Vilmar Walendowsky, o Negão, vai participar do evento e expor seu jeep Hotchkiss, único no Brasil, usado durante a Segunda Guerra Mundial, no deserto da África.

Há cerca de oito anos, quando fazia o Rally Suriname, na Guiana Francesa, Negão viu esse jeep pela primeira vez. Foi amor à primeira vista.

Dirigiu quase 300 quilômetros só para fechar o negócio e por pouco não perdeu a balsa no retorno para casa. Levou 30 minutos para comprar e quase seis anos para receber. Mesmo diante de tantas burocracias de importação, ele não perdeu as esperanças. Pelo menos duas vezes por mês ligava para os seus contatos, se mantendo informado sobre o processo.

O jeep chegou em 2014, quando não se tinha muita informação sobre ele. Negão se encarregou de desmontar o veículo e fazer os ajustes necessários. Hoje, dois anos depois, sabe que seu Hotchkiss é o único do país.

“O modelo M201 é uma réplica construída sob licença da Willys, pela empresa Hotchkiss, na França, para o exército do país. Entre 1955 e 1966 foram produzidas 27.628 unidades do famoso 4×4, que diferia dos “irmãos Willys MB e Ford GPW apenas em pequenos detalhes e acessórios. Na Europa são encontrados com certa facilidade, mas são bem raros no resto do planeta. O projeto original fez tanto sucesso que todos os países quiseram ter o Jeep em suas forças armadas”, conta o trecho de um pôster divulgado pela Revista 4×4 e colecionado por Negão.

“Na França ainda é comum encontrar o Hotchkiss, mas no resto do mundo eles são raros, porque não se vendia. A fabricação era praticamente só para o exército Francês”, explica.

No encontro de São José, mais do que expor um carro de marca única no Brasil, ele tem outro diferencial: a cor. É a única viatura militar que não é verde e que mantém sua cor original de areia, indispensável para a camuflagem no deserto.

Uma nova empreitada

Em setembro, quando visitou o Norte do país, Negão ficou sabendo de mais uma história curiosa. “Acharam um Jeep Willys enterrado há mais de 70 anos dentro de uma caixa, que era como esse carro chegava ao Brasil durante a Segunda Guerra, pelas bases aéreas do Amapá ou João Pessoa. Depois que a guerra acabou e as pessoas foram embora, alguém deve ter pensado em enterrar o Jeep para não estragar. E eu estou doido para ir atrás desse Jeep. Só não fui naquele dia porque iria perder a passagem de avião e outros compromissos. Mas me arrependi, deveria ter ficado”, conta Negão.

Segundo ele, há duas pessoas na região tentando localizar o proprietário do Jeep. Um deles, inclusive, é promotor público e, para quem duvida, Negão mostra um áudio que comprova o envolvimento, inclusive, de um oficial de justiça na saga em busca do novo carro dos seus sonhos. “O que me motiva é a paixão. O que me dá alegria, motivação e amizade por esse país inteiro se chama Jeep”, enfatiza.

Durante o encontro de São José, Negão também vai divulgar a 24ª Festa Nacional do Jeep, a Fenajeep, que será realizada em Brusque entre os dias 14 a 18 de junho de 2017.

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