Calor favorece aparecimento de animais em residências

Motivo é que grande parte de aranhas, serpentes e escorpiões está no período de reprodução

aranha (Copy)
-
Crédito: Divulgação

Nas últimas semanas, o Parque Zoobotânico de Brusque recebeu 12 caranguejeiras encontradas perambulando por residências ou por ruas do município. O aparecimento desses aracnídeos, assim como o de serpentes, escorpiões e lagartas, é comum nessa época do ano devido ao calor. Por isso, biólogos e órgãos ambientais e de segurança orientam que a população fique atenta quanto às ações frente a esses animais, alguns deles peçonhentos.

O biólogo do Zoo, Rodrigo de Souza, explica que entre o início do verão e o início do outono, os répteis, os aracnídeos e os insetos se tornam mais ativos em decorrência do aumento da oferta de alimentos e também em decorrência do período de reprodução.

“Esses animais são de sangue-frio, e com a chegada do verão e com o aumento da temperatura eles acabam ficando mais ativos. E a maioria tem o período de reprodução”, explica Souza. “Temos que deixar claro que eles sempre estavam na natureza, mas não eram vistos porque ficam mais na deles nos dias frios”, completa.

A orientação do biólogo é de que os moradores, quando encontrarem algum animal, não o mate mas, sim, deixe-o voltar à natureza ou acione algum órgão ambiental ou de segurança.

Seguindo a mesma orientação de Souza, o superintendente da Fundação Municipal de Meio Ambiente (Fundema), Cristiano Olinger, acrescenta que o morador não deve tocar nos animais, sobretudo porque eles apenas atacam quando se sentem ameaçados.

“Se o animal tiver causando algum risco, tem que deixar ele livre porque ele vai seguir o caminho dele e retornar para o habitat. Agora se ele estiver dentro de casa tem que tomar as devidas providências”, diz.

Desde a chegada dos dias mais quentes, Olinger afirma que nenhum morador procurou o órgão para o recolhimento de animais. A última ação desse tipo havia ocorrido há meses, quando a equipe se dirigiu a uma residência para capturar uma jararacuçu.

“Não é comum os moradores entrarem em contato conosco, mas quando nos chamam nós vamos até o local e pegamos o animal e depois levamos até o Zoobotânico, que em seguida faz a soltura”, explica.

Assim como Olinger, o comandante do Corpo de Bombeiros de Brusque, tenente Hugo Manfrin Dallossi, também diz que os moradores “jamais devem tentar se aproximar ou manipular o animal”. Ele afirma que, se acionado, o órgão também captura e realiza a soltura.

“Nos meses de verão, devido ao aumento da temperatura média, é normal o aparecimento de animais peçonhentos com mais frequência. Nosso município especialmente desenvolveu-se muito próximo a áreas de mata atlântica, que é o habitat natural de muitos desses animais”, afirma. O tenente lembra também que matar animal silvestre é crime ambiental.

ANIMAIS

Sem Comentários

Sem Comentários!

Não existem comentários ainda, mas você pode ser o primeiro a comentar esta notícia.

Deixe uma resposta

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *