Coligação de Jadir e Prudêncio tenta cassar candidaturas de envolvidos na eleição indireta a prefeito

Pedido de investigação judicial eleitoral gerou embate na Câmara de Brusque nesta terça-feira, 11

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Crédito: Bárbara Sales

A sessão da Câmara desta terça-feira, 11, foi marcada pela troca de farpas entre os vereadores Jean Pirola (PP), Moacir Giraldi (DEM) e Roberto Prudêncio Neto (PSD). Tudo começou quando Pirola levou à tribuna a notificação que ele e Giraldi receberam no início da tarde de terça-feira, do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SC), de um pedido de investigação judicial eleitoral impetrado pela coligação PROS/PSD, encabeçada por Jadir Pedrini (PROS) e Roberto Prudêncio Neto (PSD) na eleição municipal.

De acordo com Pirola, o processo foi protocolado pela coligação no dia 26 setembro, e pedia a cassação do registro de candidatura dele e dos candidatos à Prefeitura de Brusque das coligações formadas por Bóca Cunha (PP) e Ademar Sapelli (PSDB) e Jones Bosio (DEM) e Moacir Giraldi. O processo também pede a inelegibilidade de Pirola e Giraldi.

A motivação do processo é porque Pirola e Giraldi integravam a mesa-diretora da Câmara de Vereadores no período da eleição indireta à prefeitura, vencida pela chapa de Bóca Cunha e considerada irregular por Roberto Prudêncio Neto, candidato derrotado no pleito indireto.

De acordo com Pirola, a intenção da coligação PROS/PSD era tentar tirar da disputa eleitoral os candidatos Jones Bósio e Bóca Cunha, segundo e terceiro colocados nas pesquisas eleitorais.

“Eles pensaram que o Ciro Roza, que era líder nas pesquisas, poderia não assumir, dessa forma, bastaria tirar o segundo e o terceiro colocados e sobrava o quarto colocado, que poderia assumir a prefeitura com todo esse imbróglio. Tentaram derrubar as candidaturas dos outros adversários para tentar chegar à prefeitura com o quarto lugar, mas eles ficaram em sexto lugar”, diz Pirola.

O vereador disse ainda que a coligação formada por Prudêncio tentou chegar à prefeitura no “tapetão”. “Esta foi uma tentativa desesperada de buscar a judicialização para chegar ao poder. Até onde vale a pena toda essa judicialização? O povo está cansado”, afirma.

Em seu pronunciamento, Giraldi também comentou o processo. “É lamentável chegar em fim de mandato como vereador e receber uma notificação dessa do TRE, de uma coligação que quis ganhar no tapetão, pensando que ia ficar em quarto na eleição. Se enganaram, porque a população não quis, receberam pouco mais de dois mil votos. Só não ficaram em sétimo porque o Chico Cordeiro (PSOL) não tinha condições de fazer campanha”.

Pirola diz que vai formular sua defesa, mesmo acreditando que a ação já perdeu o objeto. “A eleição já ocorreu, eles pediram a cassação do registro. O processo é idêntico aos outros cinco que nós recebemos pelo mesmo motivo, só agora em outra instância”.

O que diz Prudêncio
Em pedido de aparte no pronunciamento de Pirola, Prudêncio se defendeu. “Porque não explica para a cidade de Brusque quem foi o responsável por aceitar uma chapa irregular na eleição indireta? Assuma a responsabilidade, todo esse troca troca partiu de vossa excelência”, dispara.

De acordo com ele, a ação visa somente a responsabilização da mesa-diretora pela judicialização da Prefeitura de Brusque. “Não foi pra vencer, pra entrar no tapetão, foi pra responsabilizar a pessoa que assinou, que na época, foi o vereador Jean Pirola”.

4 Comentários

  1. Avatar
    Ouroboros outubro 11, 2016

    Manda esse “progressista” de volta pra Bom Retiro. Se acha dono da verdade e da justiça e da cidade. Está na hora de colocar esse “garoto” em seu devido lugar. Queremos capitalismo, emprego, dinheiro e nao favor de progressista/socialista do Foro de Sao Paulo. #JUDICIÁRIO neste Edil…# Dá-lhe Prudêncio, lava sua alma. Sua chance de voltar contudo.

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    Louis Frener outubro 12, 2016

    Interessante pareciam tão unidos durante a transição do governo interino, onde Prudêncio assumiu como prefeito. Estranho agora este litígio entre os mesmos.

    Poder e seus bastidores, entendo na teoria e prática pois já fui funcionário público concursado da Prefeitura de Brusque – SC.

    Porém como entrei por concurso público nunca servi aos interesses dos titereiros de plantão. Muitos veem o funcionário efetivo como uma pedra no caminho.

    E não sirvo pra fantoche.

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    All Crowley outubro 12, 2016

    “O vereador disse ainda que a coligação formada por Prudêncio tentou chegar à prefeitura no “tapetão”. “Esta foi uma tentativa desesperada de buscar a JUDICIALIZAÇÃO para chegar ao poder. Até onde vale a pena toda essa judicialização? O povo está cansado”, afirma.” (sic)

    - Não seria neste caso melhor trocar a palavra JUDICIALIZAÇÃO por JURISTOCRACIA, que fica mais evidente tratando-se de quem é o oponente e autor da representação contra o vereador Jean Pirola (PP)?

    A JUDICIALIZAÇÃO visa sempre a resolver uma contenda, um conflito, se não conseguir por meios de acordo, entra-se com uma JUDICIALIZAÇÃO para que o juíz determine de FORMA IMPARCIAL, uma sentença, um resultado para tal contenda.

    Já a “velada” JURISTOCRACIA, sempre existiu…(vide impeachment de Dilma Rousseff, onde deliberadamente houve desrespeito dos MM. Ministros ao art. 52 da CF, ao não aplicar 8 (oito) anos de cassação de direitos políticos, se é que me faço claro. Isso sim foi um “tapetão”, contra a democracia nacional da LEI MÃE – Constituição Federal!

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    Black Crow outubro 13, 2016

    “Pela sexta vez um processo com o mesmo teor.” – os outros cincos , não geraram jurisprudência, pelo visto!
    …Muitas vezes depositamos nas pessoas mais confiança do que deveríamos e esquecemos que ninguém é totalmente verdadeiro o tempo todo….

    Não senti firmeza nessa treta.
    #Fake iT

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