Decreto cria primeira unidade de conservação ecológica de Brusque

Espaço tem mais de nove mil metros quadrados e está localizado na rua Augusto Bauer

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A área virou unidade de preservação por meio do decreto número 7.849, de 22 de agosto deste ano -
Crédito: Prefeitura de Brusque/Divulgação

Após cerca de três anos de tentativas, a Associação de Moradores dos bairros Jardim Maluche e Souza Cruz (Amasc) conseguiu, junto à prefeitura de Brusque, transformar o Bosque Guarapuvu em unidade de conservação por meio de decreto municipal.

Agora, o espaço de mais de nove mil metros quadrados localizado na rua Augusto Bauer é considerado Área de Relevante Interesse Ecológico (Arie) – a primeira dessa modalidade registrada no município.

O decreto número 7.849, de 22 de agosto, estabelece que estão proibidas atividades que possam colocar em risco a conservação e evolução dos ecossistemas, a proteção especial às espécies e o patrimônio paisagístico.

O documento diz ainda que a supervisão e a fiscalização da Arie estão sob a responsabilidade da Fundação Municipal do Meio Ambiente (Fundema) e que a manutenção e a conservação são de responsabilidade da Amasc.

A manutenção e a conservação são de responsabilidade da Amasc e a supervisão e fiscalização da Fundema

A manutenção e a conservação são de responsabilidade da Amasc e a supervisão e fiscalização da Fundema

Para o presidente da entidade, Cleiton Tomaz, a iniciativa da Amasc em transformar a área em unidade de preservação partiu da necessidade, verificada pela diretoria e pelos próprios moradores do Maluche, de criar espaços naturais na cidade.

“Isso é um ganho para a comunidade. A gente estava há alguns anos tentando consolidar essa área”, diz. “É fundamental que as pessoas tenham contato com a natureza. Estamos precisando cada vez mais desses espaços. E não só a comunidade do Maluche que poderá aproveitar, toda a cidade em si poderá”, completa o presidente.

Tomaz afirma que, aos poucos, a entidade trabalhará com a divulgação do espaço. Ainda de acordo com ele, moradores que residem próximos à área costumam auxiliar na manutenção.

“Cada um tem que fazer a sua parte, não dá para esperar pelo poder público, mas a parceria com a prefeitura é importante para melhorar cada vez mais. Há pouco tempo a prefeitura buscou alguns entulhos. Conseguimos limpar e melhorar aos poucos para deixar o espaço melhor”, explica.

Em relação ao bairro ter a primeira Arie da cidade, o presidente afirma que é “um momento histórico para a sociedade”. Ele diz ainda que esse reconhecimento também é uma forma de incentivar os outros bairros a também preservarem a natureza.

Fundema

Segundo o superintendente da Fundema, Cristiano Olinger, o órgão irá elaborar um plano de manejo para diagnosticar a fauna e a flora do local. Ele afirma também que o plano definirá regras de utilização da área.

“Os visitantes vão poder caminhar. Pretendemos também fazer uma comunicação visual para informar as espécies de plantas, árvores e animais que existem lá”, diz.

Assim como o presidente da Amasc, o superintendente também considera importante preservar a área, sobretudo, porque há espécies de Guarapuvu que, embora nativas, não se encontram com tanta facilidade.

“Transformando em Aire a gente está preservando algumas espécies que estão no local”, afirma Olinger. “O bosque sempre foi conhecido por Bosque Guarapuvu justamente por causa dessas espécies”, completa.

Ainda de acordo com o superintendente, a iniciativa da Amasc merece elogios. Para ele, é fundamental que o meio ambiente, como um todo, seja preservado.

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