Embora cada vez menos comuns, cheques ainda são usados em Brusque; confira dicas do Procon e da CDL

Órgãos fazem recomendações para que forma de pagamento não cause dor de cabeça

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Segundo a Febraban, uso do cheque caiu cerca de 80% nos últimos 20 anos -
Crédito: Divulgação

O uso de cheques despencou nas últimas duas décadas no país. Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), esta forma de pagamento caiu cerca de 80% nos últimos 20 anos. Apesar disso, os talões ainda circulam em Brusque, e é preciso ter cautela para não levar calote ou ser vítima de golpe.

Na semana passada, foram feitos três boletins de ocorrências na Delegacia de Polícia Civil por problemas com cheques. Em um deles, a cliente repassou uma folha num valor inferior a R$ 200, mas foram descontados de sua conta R$ 2 mil. O mesmo problema aconteceu com outro morador de Brusque, também relatado na delegacia.

Diante disso, veja algumas dicas da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e do Procon sobre o uso responsável do cheque:

Cuidado ao preencher

O presidente da CDL de Brusque, Michel Belli, diz que é importante preencher o cheque de forma certa: fazer a cerquilha (jogo da velha) ao lado dos valores, e na parte por extenso fazer uma linha no espaço não utilizado. Isso já dificulta a adulteração da folha.

Não empreste o cheque

Belli diz que um dos maiores problemas com cheques ainda é o uso de folhas emprestadas. Segundo ele, é comum que a pessoa empreste a um amigo ou parente e depois acabe com seu nome negativado porque o comprador de fato não paga a conta. Por isso, evite fazer isto.

Negocie

O diretor geral do Procon de Brusque, Dantes Krieger Filho, diz que o consumidor deve ser esperto na hora de comprar e avaliar se pagar com o cheque é realmente interessante e não haverá acréscimo no valor. “Tem que negociar”, afirma.

Cuidado com a renda

Krieger Filho, do Procon, diz que é preciso, antes de tudo, prestar atenção no orçamento familiar. Como o cheque é compensado em 30, 60 ou até 90 dias, a pessoa pode não se dar conta disso e gastar mais do que deveria. Em época de Natal, isso fica mais comum, por isso, ele afirma que a cautela deve existir a todo momento.

Cheque só em último caso

Aos comerciários, o presidente da CDL diz que o cheque é a forma de pagamento mais perigosa, por isso ele recomenda o uso dos cartões de crédito e de débito e de dinheiro. “Até mesmo o crediário ainda é muito forte em Brusque”, afirma Belli.

Consulte o emitente

Outra recomendação da CDL é que os lojistas consultem todos os clientes que pagam com cheque, sem exceção. Belli afirma que o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e o Serasa são ferramentas importantes para o comerciante evitar o calote no futuro. Além disso, ele orienta a não aceitar folha de fora da região.

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