Empresa de Brusque fabrica cerca de 200 pranchas por mês no município

Maicon Heckert começou a produzir as pranchas em 2007; metade das peças são produzidas especialmente para a Mormai

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Maicon Heckert, de 35 anos, começou a produzir as pranchas em 2007 -
Crédito: Juliana Eichwald

“Como assim você mora em Brusque e faz prancha se lá não tem mar?”. Perguntas como essa são ouvidas com frequência por Maicon Heckert, de 35 anos. Surfista e shaper, ele fabrica no município cerca de 200 pranchas por mês em períodos de alta temporada. Do total, metade das peças são produzidas especialmente para a Mormaii – marca de produtos voltados ao surf e ao skate.

A relação de Heckert com o surf surgiu aos 17 anos, idade em que ele começou a praticar o esporte. A fabricação do produto, por outro lado, iniciou em 2007. O motivo, explica o shaper, era a falta de profissionais que consertavam pranchas em Brusque.

“Aqui em Brusque não tinha ninguém que consertava e como meu pai tinha uma oficina de carro e consertava parachoque de caminhão e de carro, eu peguei a resina e consertei minha prancha”, conta Heckert.

Já a parceria com a Mormai surgiu há cerca de um ano, quando o produto de Heckert foi apresentado aos responsáveis pela marca garopabense. No início, ele produziu apenas pranchas de stand up, depois, começou com a produção de pranchas de bodyboard e de kitesurf.

Produção

O shaper explica que a matéria prima para a fabricação das pranchas é comprada de vários lugares do Brasil e até do exterior.
“Hoje eu trabalho com produtos para diferenciar do mercado, por isso que aconteceu essa parceria com a Mormaii. Eles reconheceram em Brusque o negócio. Trago produto da Califórnia e de outros locais também”, diz.

Para Heckert, é um orgulho ser o pioneiro na fabricação de pranchas na cidade. Além disso, o reconhecimento de uma marca nacional também é motivo de comemoração.

“Para mim é um orgulho. A Mormaii é uma potência, abrange o mundo todo mesmo sendo brasileira. A prancha corre o mundo. Ser elogiado por eles é muito bom”.

Na sede da empresa de Heckert – chamada de MRH Surfboards e instalada no bairro Limoeiro – há nove processos diferentes de produção da prancha. Hoje, o local tem mil metros quadrados. Diferente do que ocorria no início da atividade, em que ele tinha disponível apenas a garagem da casa do avô.

“Teve bastante mudança no processo de produção. Hoje, tenho estrutura. Eu adquiri muito maquinário e também a mão de obra é especializada”, explica o shaper.


SURF

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