Entrega da Ponte do Rio Branco é adiada para 2017

Previsão era que obra fosse finalizada ainda neste ano; cuidado com lançamento de vigas justifica atraso

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Prefeitura diz que ponte do Rio Branco será entregue até o fim do primeiro semestre de 2017; empresa que executa a obra acredita que será finalizada ainda nos três primeiros meses -
Crédito: Daiane Benso

A ponte que ligará os bairros Rio Branco e Dom Joaquim não será entregue até o fim do ano, conforme previsão inicial da Prefeitura de Brusque. A expectativa agora é que obra seja concluída até o fim do primeiro semestre de 2017. A construção iniciou em fevereiro deste ano e já teve 100% de sua fundação concluída. As quatro vigas principais – de 40 metros – também já foram concretadas, além de duas vigas de 25m.

A empresa responsável pela empresa ainda falta finalizar mais seis vigas de 25m. A previsão é que essa etapa seja concluída até o fim do ano.
O engenheiro de fiscalização da prefeitura, Rafael Lopes de Lima, informa que foi concluída a parte de fundação da ponte, executados os apoios da margem direita e confeccionada a pré-laje. Ele afirma que é preciso realizar os pilares de apoio do lado do bairro Rio Branco, fazer a montagem, içamento das vigas, para então executar a montagem da laje e acabamento da obra.

Lima explica que após a confecção das vigas restantes, elas serão protendidas, ou seja, “há um cabo de aço dentro do pilar que precisa ser tensionado para conferir maior resistência a cada uma das vigas”. Essa etapa é realizada 30 dias após a última viga contratada. Depois de executada essa fase, há um prazo para serem lançadas sobre a estrutura e então confeccionar a laje final, e em menos de um mês implementar a sinalização, realizar a pintura e acabamentos gerais.

Nesta fase da obra, pilares e vigas estão em execução / Foto: Daiane Benso

Nesta fase da obra, pilares e vigas estão em execução / Foto: Daiane Benso

Menos funcionários

O engenheiro afirma que a concretagem é uma etapa demorada e que a obra está num ritmo menor. A justificativa é de que o número de funcionários da empresa contratada diminuiu e de que para o lançamento das vigas são necessárias intervenções com guindastes para que se chegue mais próximo do rio Itajaí-Mirim. “Há vigas de 80 toneladas, precisamos de um guindaste. É necessário um estudo para fazer essa colocação, é um processo que não permite erros, não pode ser atropelado”. Além disso, Lima diz que poderia ser feito um cronograma para otimizar o tempo, no entanto, precisaria de mais recursos e não se pode extrapolar o limite orçamentário.

O gerente de Engenharia da Pacopedra Pavimentadora e Comércio de Pedras, empresa que executa a obra, Cristian Fuchs, reforça que as vigas são pesadas e necessitam de um cuidado especial para o seu lançamento. “É preciso um aparato para colocar essas vigas em cima da estrutura, por isso a obra deve atrasar”, diz o engenheiro. Porém, ele acredita que a conclusão ocorra ainda no primeiro trimestre de 2017.

“Dependemos do repasse do governo do estado, até agora está tudo certo, e é do nosso interesse finalizarmos antes. Consideramos que nos primeiros três meses do próximo ano já entregaremos a ponte”.

Fuchs afirma que toda a parte de infraestrutura foi entregue e que a empresa está na fase intermediária da obra, em que os pilares e vigas estão em execução. “Depois de lançar as vigas, fazer a concretagem da laje, o passeio, guarda- corpo (estrutura que protege os pedestres), a ponte é finalizada”.
O engenheiro de fiscalização da prefeitura ressalta que a ponte encurtará distância tanto do bairro Rio Branco para o Centro como do Centro para o bairro em aproximadamente cinco quilômetros. “A mobilidade será facilitada, terá mais uma rota de acesso tanto do Centro como para Botuverá, o que favorecerá o deslocamento, o comércio local, o desenvolvimento das regiões”.

Obra

A obra foi viabilizada por meio de recursos do Fundo de Apoio aos Municípios (Fundam), do governo estadual. O custo total dos serviços é de R$ 3.387.143,97. O acesso terá 90m de extensão, oito metros de largura, com vão livre de 40m, ou seja, sem nenhum pilar dentro do rio.

Antes do início da obra, o projeto sofreu adequações: a ponte ficou 1,5 metro mais alta, como forma de garantir a segurança da população em períodos de cheia.

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