Ex-prefeito de Botuverá, Zenor Sgrott (PSD) fala de suas propostas para voltar à prefeitura

"A primeira coisa é tirar as pessoas que só estão lá para receber e não produzem", afirma Zenor

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Zenor Sgrott já foi prefeito de Botuverá por duas vezes -
Crédito: Bárbara Sales/Arquivo Município

Ex-prefeito de Botuverá, Zenor Sgrott (PSD) tenta ocupar o cargo pela terceira vez. Ele disputa esta eleição com Benoni Sidnei Brizola (PSD) como candidato a vice-prefeito. Durante a sabatina, ele destacou a sua experiência à frente da prefeitura e também se disse envergonhado com a classe política. “Estou aqui como político, mas eu tenho até vergonha da classe política. Nesses dez anos que eu estive como prefeito e em 50 anos na vida pública, nunca mexi naquilo que é do povo e não é agora que vou mexer”, diz.

Zenor diz ainda que aceitou concorrer novamente ao cargo de prefeito de Botuverá porque tem ao seu lado um candidato a vice como Brizola. “Se eu aceitei ser candidato é por causa do meu vice, tendo em vista que eu tenho a segurança de ter alguém que vai revolucionar a parte da saúde preventiva ao meu lado”.


Anel viário

Zenor Sgrott diz que o principal problema de Botuverá hoje é o tráfego intenso de caminhões que passam pela rodovia SC-486, no Centro da cidade. Para resolver o problema, ele pretende construir um anel viário, desviando o trânsito da região central. Para isso, ele quer buscar recursos junto aos governos estadual e federal, porém, já antevê dificuldades. “No local onde imagino passar essa nova rodovia tem uma reserva federal, essa seria uma dificuldade. Todo o município é muito acidentado, tem o rio que passa no meio da cidade, precisaria fazer uma ponte enorme no lado esquerdo do rio e cortar essa reserva. Essa é a única maneira para fazer esse anel viário”, diz.


Mais acesso à saúde

O candidato a prefeito afirma que outro grande problema do município é a saúde. Como Botuverá não tem possibilidade de oferecer uma grande assistência médica porque não tem hospital, Zenor diz que é possível fazer um trabalho com atendimento adequado, focando na prevenção. “Precisamos dar a primeira assistência e isso nós vamos fazer”.

Ele destaca que, se eleito, o município terá um aparelho de raio-x e outro de ultrassom. O candidato também pretende que o posto de saúde do Centro funcione em plantão 24 horas para que possa dar o primeiro atendimento à população. “Queremos ter pessoas capacitadas para fazer esse encaminhamento para o hospital de referência, que seria o Hospital Azambuja”.


Qualidade da água

Questionado sobre os constantes problemas com a Casan relacionados à qualidade da água oferecida no município, Zenor lembrou que a concessão para o abastecimento da cidade pela Casan foi firmado em seu primeiro mandato, há quase 40 anos. Sobre os problemas, ele diz que “está na hora de fazer uma revisão da rede e uma ampliação, já que quando foi feito era uma minoria que usavam a Casan, hoje é boa parte do município”.


Falta de recursos

Sobre a crise econômica que os municípios enfrentam, o candidato diz que não tem “obras faraônicas” em seu plano de governo e, por isso, não deve ter problemas para executar, caso eleito, o planejamento. “Não fiz projeto que fuja das condições financeiras da prefeitura. Tudo são coisas mínimas, que podem ser realizadas com recursos que nós temos na prefeitura”.

Ele diz também que tentará buscar recursos nos governos estadual e federal. “Não será fácil, mas pretendo buscar esses recursos. O governador Colombo é do meu partido e isso deve facilitar. Vamos ter que procurar resolver esses problemas buscando recursos fora. São recursos que temos direito pela contribuição que damos na arrecadação do estado”.


Corte de funcionários

Zenor também afirma que uma forma de contornar a crise financeira é diminuir a estrutura administrativa. “Nós só vamos colocar nos postos chave as pessoas que realmente vão exercer a função e trabalhar direito. Não aqueles que vão lá só pra receber os recursos e não fazem nada”, diz.

Ele diz que em seu último mandato, a prefeitura tinha pouco mais de 140 servidores, hoje, segundo ele, a estrutura dobrou. “A primeira coisa que vou fazer é tirar as pessoas que só estão lá para receber e não produzem. Todos terão que produzir, principalmente os comissionados”.

O candidato pretende ainda valorizar os servidores que fazem trabalho braçal. “Queremos fazer justiça para aqueles que ganham um salário de fome. Temos empregados que ganham pouco mais de mil reais e que fazem trabalho braçal. Esses serão valorizados gradativamente, dentro das condições financeiras. Vamos aumentar os seus vencimentos para que tenham uma aposentadoria digna”.

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