Fala Brusque! Mobilidade urbana é considerada regular por 40% da população

Diretor da Secretaria de Trânsito avalia o resultado da pesquisa como positivo

mobilidade (Copy)
Segundo diretor da Setram, a grande frota do município é um complicador para a mobilidade -
Crédito: Arquivo Município

A mobilidade urbana de Brusque é considerada regular por 40,03% dos entrevistados pela pesquisa do Instituto de Pesquisas Sociais (IPS) Univali/Unifebe encomendada pelo Município Dia a Dia. Já 24,05% das pessoas que responderam o questionário consideram as condições de mobilidade no município boas e 1,91% ótimas.

Por outro lado, 18,33% dos entrevistados classificam a mobilidade de Brusque como ruim e outros 13,05% como péssima. O levantamento foi realizado entre os dias 22 e 23 de setembro e ouviu 682 pessoas, distribuídas em 27 bairros do município.

O diretor da Secretaria de Trânsito e Mobilidade de Brusque (Setram), Adalberto Zen, avalia o resultado da pesquisa como positivo. “Somando os resultados regular, bom e ótimo, temos 65,99%. Considerando que nos dias atuais, diante do estresse e necessidade de agilidade no trânsito, o conceito regular entende-se como satisfatório e positivo”.

Entre os pontos que ele considera positivo para a mobilidade urbana do município e que contribuíram para o bom resultado da pesquisa está o trabalho de intervenções na circulação, implantação de travessias elevadas e a manutenção da sinalização vertical e horizontal, repintura de divisores de pista, faixas de pedestres, ciclofaixas, entre outros. “Há também o trabalho da Guarda de Trânsito por meio dos projetos educativos, trânsito na saída de colégios, apoio em eventos e fiscalizações de rotina”.

Crescimento da frota

Entretanto, ele destaca muitos pontos negativos que ainda precisam ser melhorados dentro do setor de mobilidade. O primeiro complicador para o trânsito de Brusque, em seu ponto de vista, é o grande crescimento da frota de veículos. “Temos uma frota de 97.487 veículos, o que nos faz termos uma relação de 1,26 habitante por veículo, sendo que a média nacional está em 4,4 habitante/veículo”, diz.

Zen também ressalta a deficiência na malha viária atual, já que o município possui como principais eixos vias estreitas, cruzamentos com ocupação predial antiga nas laterais, “impedindo alargamentos que melhorariam consideravelmente a fluidez e visibilidade”.

Outro ponto levantado pelo diretor da Setram é a constante execução de obras de infraestrutura – drenagem de águas pluviais, substituição e conserto da rede de água e repavimentação das vias – que interferem diretamente na circulação. “Mesmo sendo comunicadas com antecedência, geram transtornos para os usuários obrigando a mudança de itinerário ou congestionamentos. É importante que cada condutor planeje seu itinerário a fim de evitar as condições adversas de trânsito. Em determinadas situações, o trajeto mais longo se torna mais rápido e econômico”.

A deficiência no sistema de transporte coletivo e o aumento de construções multifamiliares também são pontos negativos para a mobilidade, segundo Zen.

Principais desafios

O diretor da Setram afirma que a criação do Plano de Mobilidade Urbana é um dos principais desafios para a área, além de colocar em prática de forma gradativa trechos do anel viário, deslocando o trânsito de passagem com destino a outros municípios, principalmente, os veículos pesados que, segundo ele, “causam grande transtorno na fluidez e conservação das principais vias do município”.

Ele cita como exemplo a ligação das rodovias Antônio Heil e Ivo Silveira e a ligação da rodovia Gentil Battisti Archer com a Antônio Heil, evitando a avenida Primeiro de Maio.

Zen também destaca a construção de novas pontes, continuidade da avenida Beira Rio nos dois sentidos e investimento em novos equipamentos semafóricos.

De acordo com ele, os recursos para programas educativos e manutenção da sinalização viária, investimentos para a capacitação dos profissionais e aquisição de material para a Setram já estão previstos na dotação orçamentária e convênio de trânsito. Porém, para a execução de obras de infraestrutura é necessário o investimento dos governos estadual e federal.

1 Comentário

  1. Avatar
    Camila novembro 28, 2016

    Olá, como posso ter acesso a essa pesquisa feita pela IPS sobre mobilidade em Brusque? Estou em processo de projeto acadêmico para a região e estes dados de mobilidade seriam muito valiosos.

    Muito obrigada desde já.

Deixe uma resposta

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados *