Igreja Católica proíbe fiéis de guardar ou espalhar cinzas de mortos

Orientação é de que o material não seja mantido em casa nem seja espalhado em outros locais

crematório
Grande parte dos crematórios possui espaço específico para manter as cinzas dos mortos -
Crédito: Divulgação

Na última terça-feira, 25, o Vaticano divulgou novas regras relacionadas ao sepultamento e à conservação das cinzas dos mortos. A orientação, a partir de agora, é de que os fiéis não guardem o material em casa nem espalhem em outros locais mas, sim, mantenham em um cemitério ou em outro espaço considerado sagrado pela Igreja Católica.

“Não é permitido espalhar as cinzas do fiel que partiu no ar, na terra, no mar ou de outra maneira, nem podem elas ser preservadas em monumentos, peças de joalheria ou outros objetos”, explica o documento que aborda as diretrizes.

Nas regras também há uma ressalva quanto a casos “graves e excepcionais”. Nesses, a instrução é de que o bispo local seja o responsável por decidir se as cinzas devem ser conservadas em residências.

Para o padre Timóteo José Steinbach, pároco da paróquia Santa Catarina, a orientação é bem-vinda, sobretudo porque, antes dela, os religiosos não tinham condições de instruir os fiéis quanto a melhor destinação das cinzas.

“Eu já fui em algumas cremações em Balneário Camboriú e normalmente o pessoal levava as cinzas para casa”, afirma o padre. “Na verdade nós não tínhamos orientação, mas agora poderemos guiar o pessoal”, completa.

Segundo o padre Pedro Anderloni, pároco da São Judas Tadeu, antes mesmo da orientação do Vaticano, a paróquia já trabalhava na adaptação de um local específico para manter as cinzas dos mortos no cemitério.

“Eu sei que têm algumas pessoas que preferem guardar em casa e até aqueles que costumam jogar nas águas ou em montanhas, locais que o finado gostava. Mas é para deixar no cemitério. Guardar em casa ou jogar em algum lugar não faz parte da tradição católica”, afirma o padre.

90 cremações

Atualmente, o Crematório Vaticano, de Balneário Camboriú, faz média de 90 cremações por mês. Em contrapartida, a Sala de Memórias do local, espaço que mantém o material, há aproximadamente 100 cinzas de pessoas falecidas na região.

“Sabemos que é um processo um pouco doloroso de luto manter em casa, então há muitos anos nós oferecemos esses espaços para que as pessoas deixem as cinzas. É um local adequado e protegido onde as pessoas podem visitar e prestar homenagens aos falecidos”, explica o gerente de marketing do crematório, Luis Henrique da Silva.

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