Incubadora de empresas da Prefeitura de Brusque está paralisada desde 2014

Situação política do município foi um dos fatores para a interrupção do projeto

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Projeto da Prefeitura de Brusque iniciou em 2011 e resultou em duas empresas -
Crédito: Divulgação

Iniciada em 2011 como uma experiência piloto, os trabalhos da incubadora de empresas da Prefeitura de Brusque estão paralisados desde 2014. Os integrantes do projeto voltado a empresas de tecnologia aguardavam um posicionamento do governo municipal para lançar um novo edital e dar continuidade ao trabalho, no entanto, esse processo se arrastou e, em 2015, com a situação política do município, ficou em segundo plano.

O diretor da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Jorge Luiz Bonamente, diz que na época, consultores alemães vieram para conhecer o projeto e sugeriram a sua continuidade, desde que houvesse aporte financeiro. “Na sequência, com os desdobramentos do imbróglio político que aconteceu, isso ficou em compasso de espera”, diz.

A incubadora – ambiente que estimula e protege o desenvolvimento de novas empresas – foi uma parceria entre a prefeitura e o CitiBrusque, organização sem fins lucrativos, criada para fomentar a inovação e a tecnologia. Durante o período que ficou ativa, teve três incubados, que resultaram em duas empresas: a Evolution Doc, com um projeto de gerenciamento eletrônico de documentos, e a UNI4 Sistemas, com um projeto de software online para emissão e geração de boletos bancários.

De acordo com Bonamente, os custos eram relativamente baixos, referente a uma sala que era cedida na Arena Brusque. “Houve o espaço cedido e a disponibilização de energia, telefonia e internet. Houve também a cessão de mobiliário no decorrer da implantação do projeto piloto, que foi desenvolvido pelo CitiBrusque, acompanhado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico. Aguardava-se a consolidação e a continuidade do projeto para que ele viesse a ser autossustentável”, destaca.

Agora, cabe à nova administração avaliar a viabilidade para retomar o projeto. Para ele, a retomada da incubadora pode alavancar um setor promissor em termos de geração de empregos e renda. “Ainda tem muito a avançar como nicho de mercado de inovação e tecnologia, já que envolve o meio empresarial, as startups (empresas de tecnologia em fase de desenvolvimento e pesquisa de mercado) e os egressos de TI das universidades. Pode-se dizer que os investimentos são mínimos em função do potencial que este setor poderá trazer de retorno futuro para a cidade”.

Fundamental para o sucesso

O proprietário da Evolution Doc, Marlon Bertolini, afirma que o período em que a empresa ficou incubada – de abril de 2012 a novembro de 2013 – foi de muita experiência. “Tivemos acesso a cursos e palestras promovidos pelos parceiros institucionais e acompanhamento no desenvolvimento do projeto, além disso nossos projetos foram amplamente divulgados por conta do processo de incubação. As empresas incubadas não receberam nenhum tipo de ajuda financeira, apenas o espaço de trabalho e orientação de profissionais em áreas de interesse do projeto”.

Ele afirma que o período de incubação foi fundamental para o amadurecimento da empresa. “A permanência ali encurtou muitos caminhos, nos proporcionou o aperfeiçoamento técnico e também uma rede de contatos boa”.

Bertolini lamenta a paralisação dos trabalhos da incubadora, mas tem esperanças que o projeto seja retomado em breve. “Temos vários empreendedores que precisam de um direcionamento em seus negócios e o CitiBrusque tratava diretamente disso. Espero que a próxima gestão retome os trabalhos, visando amparar novas ideias e empreendedores que procuram alavancar seus negócios”.

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