Número de atendimentos nos hospitais de Brusque durante a madrugada é baixo

Hospital Azambuja, que tem o pronto-atendimento 24 horas, atende cerca de 20 pacientes por noite

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Dois médicos plantonistas atendem no Hospital Azambuja durante a madrugada -
Crédito: Arquivo Município

Durante a campanha eleitoral, os candidatos à Prefeitura de Brusque falaram muito em viabilizar atendimento 24 horas para os pacientes via Sistema Único de Saúde (SUS). Hoje, apenas o Hospital Azambuja disponibiliza este tipo de atendimento no município e, de acordo com o administrador da instituição, Fabiano Amorim, a demanda no pronto-atendimento do hospital durante a madrugada é baixa.

Segundo ele, estatísticas dos últimos seis meses mostram que das 23h até as 7h são atendidas uma média de 20 pessoas por noite. “Temos dois plantonistas diariamente, que fazem oito horas e atendem uma média de 10 pessoas cada um. O horário da madrugada é muito tranquilo”, diz.

Amorim afirma que nesse horário, o maior número de atendimento é de casos clínicos e consultas rotineiras. O atendimento na madrugada é bem homogêneo, não chega a dar pico. Talvez um ou dois dias no mês dê um movimento maior, mas na maioria é muito calmo”, diz.

Mesmo com o baixo número de pacientes durante a madrugada, ele alerta que pode acontecer casos de pessoas que chegam a esperar até quatro horas por atendimento neste período. Amorim diz que entre as 19h e 21h é o período que mais ocorrem acidentes de trânsito, por isso, esses atendimentos são prioridade. “Pode acontecer da pessoa chegar pouco antes das 23h e só ser atendida a 1h da manhã, mesmo sem muita gente na frente. O que acontece é que os acidentes de trânsito são atendidos prioritariamente, demandam bastante tempo e, por isso, os pacientes com menos urgência esperam um pouco mais”.

Considerando o volume de atendimento do Hospital Azambuja, Amorim acredita que ainda não há necessidade de se investir em novos locais para atendimento 24 horas em Brusque. “Não tem volume, é tranquilo Os candidatos fazem o plano de governo e não olham as estatísticas, colocam o que o povo quer ouvir porque é mais cômodo, não observam os custos e a viabilidade”, diz.

Por outro lado, a enfermeira e gerente administrativo do Hospital Dom Joaquim, Vera Lúcia Civinski, afirma que estender o horário do pronto-atendimento da casa de saúde para 24 horas, por meio de uma parceria com a Secretaria de Saúde seria interessante. Hoje, o hospital atende até as 22 horas. “O Azambuja poderia atender um lado da cidade, ou os pacientes mais graves, como vítimas de acidente de trânsito, e para o Dom Joaquim poderia ficar os atendimento mais clínicos, rotineiros. Acredito que demanda tem, e quem ganha é a população. Mas sozinho, o Hospital Dom Joaquim não consegue ampliar este atendimento”, diz.

Média de 16 por noite

O enfermeiro coordenador do pronto-atendimento do Hospital e Maternidade de Brusque (antigo Evangélico), Vanderlei Firmo Gomes, afirma que na instituição, o número de atendimentos realizados durante a madrugada também é baixo. No mês de setembro, por exemplo, a média foi de 16 pacientes atendidos no período das 19h às 7h. “Geralmente, o movimento maior é até meia-noite. Depois, cresce no começo da manhã. Na madrugada sempre é bem tranquilo”, diz. Durante o período noturno, no mês passado, o hospital atendeu 476 pacientes.

De acordo com ele, o pronto-atendimento 24 horas da Maternidade funciona com atendimento clínico e sobreaviso nas especialidades de ortopedia, cardiologia, cirurgia geral, hemodinâmica e urologia. “Fazemos o atendimento de crianças também. Não temos pediatra, mas fazemos o primeiro atendimento. Se a criança precisar ser internada, encaminhamos para outro hospital de referência”, diz.

Policlínica até as 22h

Vera, que também é a enfermeira responsável pelo pronto-atendimento da Policlínica, na Praça da Cidadania, destaca que o atendimento no local é das 18h às 22h. O espaço costuma atender, em média, de segunda a sexta-feira, de 85 a 100 pacientes por dia. “Tudo é muito relativo. Tem dias, como foi terça-feira, véspera de feriado, que ficamos das 18h às 22h sem atender ninguém. Já outros dias, abrimos o local às 18h e já tem 100 pessoas esperando ficha”, afirma.

Segundo ela, o atendimento na Policlínica, em sua maioria, é de casos de doenças mais sazonais. “Saímos do inverno recentemente, onde atendemos muitas infecções de vias aéreas, conjuntivite, bronquite. Agora estamos entrando no verão, e começará o período de diarreias, vômito, infecção intestinal”.

Vera explica que o pronto-atendimento da Policlínica tem como objetivo desafogar o movimento nos hospitais. Por isso, não é o local para conseguir a renovação de receitas ou mostrar exames. “Para isso, temos as unidades básicas de saúde em cada bairro. A Policlínica não é para atendimento de rotina, é para o atendimento de dor aguda, mal estar agudo. As pessoas confundem muito isso. Muitos pacientes chegam lá procurando outro tipo de atendimento, que é oferecido na unidade de saúde”.

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