Prancheta: cenário de incertezas no futuro do esporte brusquense

Coluna fala sobre o novo horizonte com a troca de gestão, cena curiosa no amador de Guabiruba e polêmica no amador de Brusque

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Com novo prefeito eleito em Brusque, surge uma enxurrada de dúvidas nas mais diferentes áreas, e no esporte não poderia ser diferente. As associações esportivas e atletas da região começam a se perguntar: será que teremos melhorias? Ou vai ficar pior do que já está? O bolsa-atleta vai continuar? A Fundação Municipal de Esportes (FME) vai continuar assim, autônoma, ou vai ganhar uma importância menor dentro de uma secretaria? Questões que só terão respostas a partir de janeiro de 2017. Fato é que a gestão esportiva vai mudar, e cada um tem sua prioridade.

Em entrevista ao jornal Município Dia a Dia, o prefeito que assume a partir do próximo ano, Jonas Paegle, colocou como principais propostas para a área alguns temas interessantes. Ele afirmou que buscará parcerias com o estado e a União para a construção de um estádio municipal – Paulo Eccel já tentou e ouviu um sonoro não no Ministério do Esporte, mas as mudanças de gestão podem também colaborar nesse sentido.

Ele também fala sobre apoio ao futebol profissional, no entanto, existe uma série de restrições ao auxílio do poder público com equipes profissionais de quaisquer modalidade. Um bate-papo com empresas locais, contudo, não tem nada de mais e seria o adequado. Infelizmente, não consta nada sobre o esporte de base, esporte paralímpico e esporte de participação.

Aos interessados no desenvolvimento das modalidades em Brusque resta acompanhar, cobrar e ter esperança de um horizonte melhor para a cidade tão pioneira no esporte, mas que nos últimos anos vive apenas de sua história.


Torcida para o “ISCR”

Fãs do Cris erraram a ordem das sílabas no ginásio de Guabiruba / Foto: Cristóvão Oliveira

Fãs do Cris erraram a ordem das sílabas no ginásio de Guabiruba / Foto: Cristóvão Oliveira

Eles queriam homenagear o amigo Cristiano, o Cris, da equipe Santo Antônio, participante do Campeonato Municipal de Futsal de Guabiruba – Troféu Jornal Município Dia a Dia. Contudo, sentaram errado na arquibancada. Que fase! De qualquer forma, valeu a torcida e a brincadeira, porque a equipe de Cris saiu vitoriosa na partida do último sábado.


Retorno de Deivis na FME?

Ex-superintendente da FME, Deivis Junior foi eleito vereador com bom volume de votos. Deivis, do PMDB, apoiou a candidatura do Dr. Jonas. Pelo lado que o vento está soprando, ele pode voltar a assumir a pasta que esteve sob seu comando durante grande parte de 2014 e alguns meses em 2015.


Time de futsal fica na bronca com a FME

O regulamento do Municipal de Futsal de Brusque não agradou a equipe Leofit. Dentro de sua chave, uma equipe desistiu de jogar, e conforme consta no documento oficial, isso gera a eliminação dos pontos gerados em jogos com o desistente – por isso, o Leofit pagou o pato, perdendo três pontos e sendo eliminado. Se fossem considerados os pontos do time desistente, o Leofit se classificaria, ou seja, uma equipe com campanha pior do que eles acabou com a vaga. Furo no regulamento!


Por outro lado…

… é bom lembrar que a FME faz reuniões e congressos técnicos com representantes de todas as equipes e que expõe o regulamento, ou seja, uma equipe que não gostou do que leu pode sugerir alterações. O que não adianta é assinar quietinho da forma como ele está e, depois de sofrer as penalizações do documento, chorar o leite derramado.


Conclui-se que…

…o regulamento se equivoca ao eliminar os pontos de equipe que jogou com um desistente, mas isso precisa ser discutido antes do regulamento entrar em vigor. Vale destacar um trecho de nota de repúdio a FME produzido pelo representante da Leofit, Leonardo Boing: “Brusque com quase 130 mil habitantes está realizando campeonato com 12 equipes, sem naipe feminino por falta de equipes, e o ginásio fica às moscas em dia de jogo, fruto de uma má administração”. Há razão nestas colocações.


MEMORIA
Há 10 anos, Brusquense disputava a Série B

Foto: Ricardo Ranguetti/Arquivo Município

Foto: Ricardo Ranguetti/Arquivo Município

Em 2006, Brusque tinha dois times para torcer. Na primeira divisão, o Bruscão fez campanha interessante, terminando em primeiro lugar na primeira fase com sete vitórias em dez jogos, mas fazendo uma segunda fase fraca, com três derrotas em seis jogos. Já em outubro, pela Série B, quem defendia o município era o Sport Club Brusquense, a nova alcunha do Carlos Renaux. O desempenho foi um desastre, com 11 jogos e oito derrotas. Na foto, o time na segundona jogando contra Camboriuense, hoje Camboriú.

 

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