Prancheta: Por que o futebol catarinense ainda é varzeano?

Coluna reflete sobre o modo amador como equipes de futebol são administradas em Santa Catarina e o possível fim dos Jasc

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Crédito: Ed Carlos

Seria fazer eufemismos dar um outro adjetivo ao futebol catarinense que não seja varzeano. Longe do universo dos cinco times que disputam as séries A e B do Brasileirão e representam menos de 20% do total de clubes profissionais do estado, o trato com o esporte é praticamente amador. Desumano até, como nos exemplos recentes de Marcílio Dias e Operário de Mafra.

Na equipe itajaiense alguns atletas estão há três meses sem receber, enquanto o grupo emprestado pelo Brusque ao Marinheiro já completa três semanas sem o salário de outubro – a diretoria do Marcílio mudou e prometeu sanar estes problemas, mas o malfeito já está feito. No time mafrense, que conta com ex-atleta do Brusque, João Neto, também há meses de atraso de salário e jogadores dispensados.

Caótico! Cada atleta tem sua história particular, com família, com dívidas, precisando colocar comida na mesa, e sem dinheiro isso é impossível. Tudo porque os clubes não se programaram e decidiram entrar em uma competição sem condições de pagar as pessoas que vestem suas camisas e os defendem nos campos pelo estado. Esse é o maior problema do futebol profissional no estado que conta ainda com clubes que desistem das competições no meio do caminho, vendem vagas, entram em campo com atleta irregular entre outras bizarrices.

Em pleno ano de 2016, grande parte das pessoas que administram o futebol em Santa Catarina ainda praticam escândalos do arco-da-velha. Uma lástima para quem vive em um dos mais prósperos estados do país e gostaria de ver o esporte melhor desenvolvido.


Precisa repaginar

Opinião do chefe da delegação de Brusque nos Jasc, Delmar Tondolo, com coro endossado pela coluna: é hora de repensar a principal competição poliesportiva do estado. Partidas às moscas, sem boa repercussão da imprensa, com regras particulares e que minam as modalidades. Encerrar os Jasc, jamais! Mas a verdade é que precisa repaginar o evento que teve Brusque como berço, já que está sem foco e não chama a atenção de mais ninguém que não viva no universo dos Jogos Abertos.


A polêmica dos Jasc

Vai ter ou não vai ter Jasc? Fesporte ainda não sabe responder / Foto: Cristovão Vieira/Arquivo Município

Vai ter ou não vai ter Jasc? Fesporte ainda não sabe responder / Foto: Cristovão Vieira/Arquivo Município

O diz que me diz dos Jogos Abertos de Santa Catarina (Jasc) não param. Para a reportagem do jornal Município Dia a Dia, o presidente da Fesporte, Milton Cunha, por meio de sua assessoria, anunciou que se Tubarão desistisse não haveria Jasc em 2016. Horas depois, o Twitter oficial do governo do estado anunciou que com a confirmação da desistência do município do Sul do estado, procuravam uma nova sede. Faltou uma boa comunicação por aí, pessoal…


Vôlei profissional voltando a Brusque

A Prancheta já antecipou há meses algo que está prestes a se tornar realidade. Representantes da Associação Brusquense de Esporte e Lazer (Abel) confirmou que haverá equipe para disputar a Taça Brasil de Voleibol Feminino, espécie de terceira divisão da modalidade. A competição dá vagas para a Superliga B, que por sua vez dá vagas para a Superliga.


MEMORIA

Trabalho exemplar

FOTO: ARQUIVO/PROJETO TRANSCENDER

FOTO: ARQUIVO/PROJETO TRANSCENDER

Neste mês de outubro, o Projeto Transcender completou 13 anos de um trabalho dedicado ao paradesporto. É mais de uma década oportunizando pessoas com deficiência, principalmente intelectual, por meio da ferramenta de socialização que é o esporte. O Projeto atende atletas de Brusque e região, sendo que já defendeu o município em competições da Fesporte. A coluna parabeniza e homenageia com a foto do coordenador do projeto, o professor José Antônio Gonçalves Rios, ao lado do medalhista paralímpico Matheus Rheine em uma de suas primeiras competições oficiais da história, no ano de 2007.

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