Prefeito eleito Jonas Paegle quer recuperar R$ 81 milhões represados na Caixa

Segundo Paegle, valores foram liberados para projetos e obras não executados pela prefeitura

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Prefeito eleito avalia possibilidade de incremento no caixa para próximo ano -
Crédito: Arquivo Município

O prefeito eleito Jonas Paegle (PSB) informou ao Município Dia a dia que articula, junto ao governo Bóca Cunha, a prorrogação do prazo de utilização de valores liberados para o município que estão represados junto à Caixa Econômica Federal (CEF). Resgatar a soma, estimada em R$ 81 milhões, é o foco atual da transição de governo.

Segundo Paegle, o montante represado foi informado pela CEF em uma reunião realizada na quarta-feira, 23, com a gerência regional da instituição. Esse dinheiro refere-se a valores captados durante o governo Paulo Eccel (PT), para diversas obras e projetos.

“Tem muitos projetos elaborados que não se encaixaram com as verbas, projetos feitos meio às pressas, então a gente está pedindo para prorrogar para o ano que vem, para fazer projetos melhores”, explica o prefeito eleito.

Paegle informou que a Caixa ainda não detalhou para quais obras e ações são previstos os recursos represados, o que deverá ser feito num momento oportuno. Isso porque o prazo para utilização desses recursos expira em 31 de dezembro de 2016. Por isso, está sendo articulado o pedido de prorrogação de utilização da verba por mais seis meses.

“Brasília tem interesse de recolher essas verbas por causa da crise econômica, estamos pedindo uma prorrogação porque a maioria caduca no final do ano”, ressalta Jonas Paegle.

Bóca deve formalizar pedido

Ele diz que a documentação está sendo preparada para que o prefeito Bóca Cunha assine o pedido de prorrogação, assim que retornar da viagem à Alemanha. As informações que lhes foram repassadas dão conta de que, refazendo e adequando projetos, o dinheiro estaria disponível no próximo ano, caso a Caixa aprove o alargamento do prazo de utilização dos recursos.

Paegle credita a não utilização das verbas à instabilidade política e o entra e sai de prefeitos desde a saída de Paulo Eccel, cassado em abril de 2015 pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).


Transição segue, apesar da ausência de Bóca

O vice-prefeito Rolf Kaestner, prefeito em exercício durante a viagem de Bóca Cunha, afirma que as reuniões de transição tem ocorrido normalmente, toda semana, mesmo sem a presença do chefe do poder Executivo.

O último encontro foi realizado na quinta-feira, 24. Kaestner explica que a dinâmica da transição, basicamente, tem funcionado da seguinte maneira: a equipe de Jonas Paegle solicita dados com uma semana de antecedência sobre determinado assunto, que é discutido na semana seguinte.

“Até para que possamos chegar em dezembro tendo passado todas as pendências que existem dentro da prefeitura, para que eles assumam sabendo da realidade”, afirma Kaestner, o qual diz que não há data prevista para finalização dos trabalhos. “Vai até onde eles se entenderem satisfeitos com as informações que receberem”.

O prefeito eleito afirma que aguarda o resultado de uma auditoria contratada para a transição, a qual deverá informá-lo de toda a situação financeira e administrativa da Prefeitura de Brusque.

Ele adianta, entretanto, que há coisas que tem intenção de modificar, na parte administrativa do município, sobretudo a respeito de tecnologia da informação e integração de sistemas.

Segundo Paegle, a prefeitura teve três pensamentos administrativos diferentes, o que bagunçou um pouco as coisas na gestão interna.

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