Príncipe imperial visitou Brusque durante a semana e faz uma avaliação de sua passagem pelo município

"Não há quem diga que a República deu certo", afirma Dom Bertrand

PRINCIPE (Copy)
Dom Bertrand é trineto de Dom Pedro 2º e bisneto da Princesa Isabel -
Crédito: Arquivo Município

Após encerrar a sua visita a Brusque, na quarta-feira, 17, o príncipe imperial do Brasil, Dom Bertrand de Orleans e Bragança, falou com exclusividade ao Município Dia a Dia de suas impressões sobre o município e os brusquenses.

Ele afirma que os três dias em que passou na cidade foi muito bem recebido por todos. “As impressões são muito boas, tanto em relação a cidade, quanto aos brusquenses. Fui muito bem recebido, com muito carinho, e tive um contato excelente com toda a sociedade de Brusque”, diz.

O príncipe esteve no município para participar do Ciclo Brusquense de Conferências Magnas Temáticas, que deu início às comemorações aos 200 anos da Independência do Brasil, que ocorre em setembro de 2022.

Para ele, o Ciclo Brusquense é uma bela iniciativa para celebrar a independência do país. “Foi o primeiro evento dessa comemoração dos 200 anos da independência, foi uma iniciativa muito feliz dos brusquenses, em especial do Paulo Kons [idealizador e organizador do evento]. Certamente haverão outras iniciativas semelhantes no Brasil, mas este evento foi o precursor”, afirma.

Além de ministrar a palestra magna inaugural do Ciclo Brusquense, Dom Bertrand participou das comemorações aos 180 anos do início da imigração italiana no Brasil, em São João Batista, de uma missa celebrada em latim no Santuário de Azambuja, e também visitou o Colégio Cônsul Carlos Renaux.

A missa em latim foi um dos momentos mais marcantes do evento, segundo o príncipe. “A igreja estava cheia, foi uma missa solene, uma celebração lindíssima. Tenho certeza que todos que estiveram nessa missa manterão as recordações por muitos anos”.

Dom Bertrand afirma ainda que sua visita ao município pode servir de estímulo para que as pessoas se interessem mais pela monarquia e sua história. “Podemos ver a esperança que muitos têm em retomar a nossa história. Hoje em dia, não há quem diga de boca cheia que a República deu certo, pelo contrário, são muitos os brasileiros que se perguntam se a solução dos problemas atuais não será voltar ao único regime que deu certo neste país, durou até 1889 e foi interrompido por um golpe de estado”.

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