Procura por produtos orgânicos é crescente em Brusque

Espaço destinado a eles nos supermercados tem aumentado, apesar do preço mais salgado

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Alimentos orgânicos não encalham nas gôndolas, conforme os supermercados -
Crédito: Divulgação

Cada vez mais os supermercados de Brusque têm destinado espaços maiores de seu setor de hortifrutigranjeiros para a venda de produtos orgânicos. Conforme os estabelecimentos consultados pelo Município Dia a Dia, essa é uma tendência que deverá se manter.

Ricardo Polastrini, gerente do supermercado Bistek, afirma que hoje existe uma cultura de valorização dos orgânicos, os quais são, em resumo, alimentos produzidos sem agrotóxicos ou qualquer tipo de produto que possa causar dano à saúde do consumidor.

Segundo o gerente, trata-se de uma influência dos meios de comunicação, que ajudaram a popularizar os benefícios dos produtos orgânicos.
“Hoje a venda tem sido melhor na parte de hortifruti. Aumentamos o mix de produtos e a demanda, com certeza, aumentou. Tem saído bem”, afirma Polastrini.

Para ele, o preço um pouco mais elevado, visto como tabu dos orgânicos até pouco tempo, não é mais um bicho papão. “O preparo é com mais tempo, há um custo maior para manter. O cuidado que se tem acaba encarecendo o produtos”.

No Bistek, afirma, 80% da linha orgânica vem de produtores de São Paulo, e os tomates e vegetais folhosos são os que tem a maior demanda entre os clientes.

Em outro supermercado que trabalha com orgânicos, o Angeloni, o discurso é parecido. A empresa afirma que a procura por orgânicos tem sido crescente.

“Nota-se que o cliente, à medida que começa a consumir produtos orgânicos, passa a querer a cesta completa, ampliando o número de itens nessa modalidade”, informa o Angeloni, por meio de nota.

O Angeloni afirma que possui um engenheiro agrônomo permanentemente visitando os produtores, ou seja, indo a campo diariamente para verificar variedades e novidades, e acompanhar a produção.

No supermercado, os produtos orgânicos mais comercializados no Angeloni são a banana, o ovo, o morango, o tomate e os verdes.

“A procura do consumidor por produtos cada vez mais saudáveis mostra que esse é um importante nicho de consumo”, avalia o Angeloni, que comercializa produtos daqui de Santa Catarina, do Paraná e de São Paulo.

Rastreabilidade

Alguns dos produtos a venda nos supermercados são rastreáveis. Ou seja, possuem, na embalagem, códigos que servem para informar sua origem.

A popularização dos orgânicos tem sido observada Brasil afora. Um estudo divulgado no fim do ano passado pelo Sebrae informou que já há mais de 15 mil propriedades certificadas como produtoras de orgânicos no país.

Segundo os últimos dados divulgados pelo governo federal, a produção orgânica nacional vem crescendo mais de 20% ao ano. Porém, o crescimento não está dando conta da demanda de produtos. Na prática, eles não estão encalhando nas prateleiras, muito pelo contrário.
Agricultura orgânica

A agricultura orgânica exclui completamente o uso de fertilizantes, agrotóxicos, reguladores de crescimento e aditivos para a alimentação animal.

É comum a utilização de esterco animal para adubo, assim como adubação verde. Um pesquisador inglês chamado Albert Howard é considerada o ponto de partida da agricultura orgânica.

Em meados de 1925, ele dirigiu na Índia um instituto de pesquisa que realizou diversos estudos sobre adubação orgânica, o que norteou os atuais padrões da produção orgânica.

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