Programa do Senai aumenta produtividade de empresa brusquense em 48%

A Kimak foi uma das oito empresas-piloto do projeto, que ocorreu de junho a agosto

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Expectativa do Senai é de que até 2017 cerca de três mil empresas do país façam parte do programa -
Crédito: Divulgação

Com o intuito de aumentar a produtividade e diminuir o desperdício das empresas, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), em parceria com o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), lançou o programa Brasil Mais Produtivo. Para testar a efetividade da metodologia, o Senai selecionou algumas instituições do país. Em Santa Catarina, oito empresas atuaram como pilotos, entre elas a brusquense Kimak – do setor metalmecânico.

Durante o período em que participou do programa, a Kimak aumentou em 48% a sua produtividade. De acordo com o gerente de produção da empresa, Josimar Cardoso Ferreira, a expectativa era aumentar em 20%.

“Eles prometiam no mínimo 20% de produtividade. E a gente atingiu uma meta que nem nós nem o Senai esperávamos. Mas com a participação da equipe e toda a parte técnica do Senai que veio e foi fazendo as melhorias e foi avaliando cada passo e evitando o desperdício, conseguimos superar a meta”, explica.

Para colocar em ação o programa, especialistas do Senai se dirigem à empresa e aplicam como metodologia a manufatura enxuta (lean manufacturing), que consiste na redução dos sete tipos de desperdícios mais comuns no processo produtivo: superprodução, tempo de espera, transporte, excesso de processamento, inventário, movimento e defeitos.

O diretor do Instituto Senai de Tecnologia em Logística de Santa Catarina, Geferson Luiz dos Santos, explica que os consultores do Senai passam 120 horas dentro da empresa orientando e analisando o processo produtivo.

“Tem dado certo, a média de ganho de produtividade tem sido de 44% nas empresas, estamos com 92 empresas em Santa Catarina e os resultados são excelentes, mesmo para as empresas mais maduras e que têm bons processos estabelecidos conseguem ter ganho acima de 20%”, afirma Santos.

A meta do Senai e do MDIC é de que sejam atendidas 280 indústrias catarinenses e, até o fim de 2017, três mil empresas em todo o país. Para a instituição participar, Santos afirma que é necessário atuar nos setores metalmecânico, moveleiro, de alimentos e bebidas ou do vestuário e calçados e ter entre 11 e 200 funcionários.

Continuidade

Tanto para o diretor do Instituto Senai de Tecnologia em Logística de Santa Catarina quanto para o gerente de produção da Kimak é possível manter o aumento produtivo adquirido com o programa mesmo após o fim das 120 horas de atuação dos consultores do Senai dentro das empresas.

“Vai depender da disciplina, pode perder produtividade por voltar aos hábitos antigos ou conseguir manter. A tendência é manter o padrão de trabalho estabelecido. O que algumas empresas estão fazendo é contratar o Senai para manter um programa de mais longo prazo e continuar com o aumento”, explica o diretor do Instituto.

Na visão do gerente de produção da Kimak, o Senai deu todas as ferramentas para a empresa continuar implantando a metodologia. Além disso, explica Ferreira, na instituição também foi montada uma equipe de melhorias.

“Nós continuamos com a equipe de melhorias. A nossa intenção é tentar caminhar sozinhos com as ferramentas”, avalia.
Atualmente, em Brusque, nove empresas aderiram ao programa.

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