Raio-X das Rodovias: Principal reclamação dos moradores é a falta de segurança na Pedro Merizio

Município Dia a Dia publica uma série de reportagens que irá mostrar a situação das sete rodovias que dão acesso a Brusque, Guabiruba, Botuverá, Nova Trento e São João Batista

rodovia pedro merizio (Copy)
Maior problema da rodovia é o excesso de velocidade -
Crédito: Marcos Borges

A rodovia Pedro Merizio (SC-486) é o quarto acesso a Brusque abordado na série de reportagens Raio-X das Rodovias. A via é um corredor de serviços importante para as empresas de calcário de Botuverá, que por ali escoam a sua produção.

A reportagem percorreu o trecho de Brusque a Botuverá, pouco depois da empresa Baterias Erbs, no bairro Pedras Grandes, nesta segunda-feira, 21, à tarde. Assim como nas outras rodovias já visitadas, foram analisados: acostamento, asfalto e sinalizações vertical e horizontal.

A SC-486 entre Brusque e Botuverá carece de reparos, porém, é uma das mais conservadas da região. O asfalto está gasto em alguns trechos, mas não chega a comprometer na maior parte do trajeto.

Uma cratera logo no início da rodovia é o maior problema encontrado no pavimento. Há placas sinalizando o buraco na lateral da rodovia, entretanto, como a velocidade é alta, muitos motoristas correm perigo.

A rodovia também tem sinalização vertical relativamente boa. Há placas indicando o limite entre os municípios, a velocidade permitida e, em alguns trechos, curva adiante. A reportagem encontrou, no entanto, algumas placas danificadas ou tapadas pela vegetação.

Já com relação à sinalização horizontal, o maior problema é a falta de indicação nas travessias elevadas que existem no bairro Dom Joaquim, em Brusque. Já para os veículos, de modo geral, a sinalização está em bom estado de conservação.

De acordo com os relatos ouvidos pela reportagem, um dos maiores problemas é a falta de acostamento para os veículos. Em vários pontos, há apenas mato na margem da via. Caso o carro quebre, o motorista poderá ficar em apuros.

Na parte mais urbana e onde há mais moradores, em Dom Joaquim, um problema indicado por uma moradora é a falta de calçadas bem conservadas. Pedestres e ciclistas são obrigados a ir para a via para transitar.

O trecho no bairro de Brusque também necessita de mais travessias elevadas, tanto para que os residentes possam atravessar de um lado para o outro quanto para que os motoristas sejam obrigados a reduzir a velocidade.

A alta velocidade é tema recorrente entre os moradores, independentemente do trecho da rodovia Pedro Merizio. Sem fiscalização por perto – o posto da Polícia Militar Rodoviária (PMRv), que atende a via, fica em Gaspar -, os condutores pisam fundo no acelerador. Já aconteceram vários acidentes fatais na rodovia entre Brusque e Botuverá na última década.

Sem previsão de melhorias

A reportagem entrou em contato com a Agência de Desenvolvimento Regional (ADR) de Brusque para saber o que será feito para melhorar a infraestrutura e a segurança na SC-486. A Gerência de Obras de Transporte (GOT), do Departamento Estadual de Infraestrutura (Deinfra), respondeu.

Foi questionado, especificamente, se há projeto de pavimentação, ampliação ou duplicação para a rodovia. E também se existe uma previsão para o início da obra. “Não existe projeto e nem previsão de contratação”, respondeu a GOT.


Abertura até Vidal Ramos

A SC-486 liga Brusque a Botuverá e segue até Vidal Ramos. O asfaltamento do acesso Botuverá-Vidal Ramos é uma reivindicação antiga do prefeito José Luiz Colombi, o Nene. A obra chegou a ser elencada para o Plano Plurianual (PPA) do governo do estado em 2015, porém, não saiu do papel.


Faltam calçadas para os os pedestres

Para Elsa Pavesi, moradora de Dom Joaquim, o principal problema da rodovia Pedro Merizio diz respeito à falta de calçadas em boas condições. Ela conta que existe um trecho que está quebrado, por isso, intransitável.

A pedestre Elsa Pavesi reclama das calçadas da rodovia Pedro Merizio / Foto: Marcos Borges

A pedestre Elsa Pavesi reclama das calçadas da rodovia Pedro Merizio / Foto: Marcos Borges

“Quem está de bicicleta tem que sair da calçada e ir para a rua para poder passar”, reclama. Elsa vive no bairro há 30 anos. Quando chegou, a via ainda era de paralelepípedo. Melhorou, mas falta segurança aos pedestres ainda.

Próximo dali, a comerciante Judite Leite aponta outro problema de segurança: a rotatória do bairro. Segundo ela, como o serviço não foi finalizado, os motoristas se confundem na hora de pegar a via principal.

“Já deu acidente bem feio”, comenta Judite. Ela diz que a imprudência dos motoristas, que andam muito rápido, é bastante grande logo depois da rotatória.


Acostamentos são perigosos

Valtamir Martinenghi mora às margens da rodovia Pedro Merizio, no bairro Pedras Grandes, em Botuverá, há 20 anos. Para ele, o maior problema, e que precisa ser resolvido urgentemente, é a falta de acostamentos.

Valtamir Martinenghi diz que os acostamentos são problemáticos na SC-486 / Foto: Marcos Borges

Valtamir Martinenghi diz que os acostamentos são problemáticos na SC-486 / Foto: Marcos Borges

Na avaliação do morador, há poucos pontos com acostamento e isso coloca os motoristas em risco. Além disso, Martinenghi afirma que os motoristas excedem na velocidade. “Já teve acidente com morte por aqui”.


Imprudência e excesso de velocidade

No cruzamento com a rua PG-005, o morador Domingos Fogaça diz que a velocidade é impressionante. A rua fica numa subida, depois da Baterias Erbs, e muita gente que transita no sentido Botuverá para Brusque acelera demais, conta o senhor.

Décio (esq.) e Domingos dizem que velocidade é muito alta na rodovia / Foto: Marcos Borges

Décio (esq.) e Domingos dizem que velocidade é muito alta na rodovia / Foto: Marcos Borges

Fogaça diz que entrar na rodovia Pedro Merizio saindo da PG-005 é uma tarefa complicada. “Tem vezes que tem que sair e ir para o acostamento”.

Décio Comandolli, que também mora no trecho, também considera a imprudência e a velocidade como os maiores problemas. “A saída da minha rua também é complicada”.

Os dois afirmam que deveriam ser construídas travessias elevadas, para que os motoristas andem mais devagar.


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