Setor têxtil de Brusque firma parceria com países da América do Sul

Documento foi firmado no último dia do Clustex- 2º Fórum Internacional de Clusters Têxteis Sul-Americano e Caribenho

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Adriana Chaparro, representante do Paraguai, a próxima sede, recebe a bandeira do Clustex de Luiz Carlos Rosin -
Crédito: Marcos Borges

A Associação das Micro e Pequenas Empresas de Brusque (Ampebr) e os representantes de seis países que participaram do Clustex- 2º Fórum Internacional de Clusters Têxteis Sul-Americano e Caribenho assinaram um acordo de cooperação na área têxtil. O termo foi firmado ontem, no último dia do evento que foi realizado no pavilhão Maria Celina Vidotto Imhof.

O acordo é um passo importante na cooperação entre vários países sul-americanos, diz o presidente da Ampebr, Luiz Carlos Rosin. Na prática, significa que cada nação vai poder compartilhar tecnologias e métodos de trabalho com os demais.

“Isso nos dá a possibilidade de trocar tecnologia e conhecimentos, por exemplo, o algodão pima, que é um dos melhores do mundo. O diferencial é que, no deserto do Peru, a brisa do mar sopra no algodão. Isso faz com que ele não tenha aspereza”, afirma Rosin.

De acordo com o presidente da Ampebr, os peruanos também tem uma cultura muito forte na produção de algodão já colorido. Já são sete cores. Este tipo de material não precisa ser tingido mais tarde, por isso tem uma qualidade diferenciada.

“Talvez não vamos plantar o algodão aqui, mas vamos trazer para cá, para produzir”, explica Rosin. Para que a cooperação passe do papel para a prática, os documentos assinados pelas delegações serão encaminhados à diversas esferas governamentais e ministérios.

Ulrich Kuhn, presidente do sindicato patronal do setor têxtil de Blumenau, também participou. Segundo Rosin, ele é conhecido tanto nas entidades de classe catarinenses quanto na Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), e por isso poderá levar adiante o Clustex.

A assinatura do termo de cooperação foi o ato simbólico que marcou a programação final do fórum que reuniu representantes de Brasil, Peru, Equador, Colômbia, Argentina e Paraguai. Bolívia e Estados Unidos também participaram como convidados.

Avaliação positiva

O presidente da Ampebr avalia positivamente a realização do 2º Fórum Internacional de Clusters Têxteis Sul-Americano e Caribenho. “O que tínhamos planejado aconteceu, tivemos os seis países presentes e os convidados Bolívia e Estados Unidos”.

Rosin afirma que, além de existir uma integração social entre os representantes internacionais, também houve ganho real para os expositores, com o fechamento de negócios.

O diretor executivo da Federação das Ampes de Santa Catarina (Fampesc), Márcio de Oliveira, diz que a união entre as entidades foi fundamental para o sucesso do fórum.

“Realizar um evento dessa magnitude, reunindo vários países da América do Sul, e tivemos Estados Unidos também, não é tarefa fácil. Temos um lema que é “juntos somos mais fortes”. “Esse evento só foi possível pela união da Ampebr, do Sebrae, da federação, dos patrocinadores e dos diretores. A nossa avaliação é extremamente positiva, tendo em vista o nível das palestras”, diz.

O peruano Valdemar Romero, idealizador do primeiro fórum, que ocorreu no Peru, diz que a hospitalidade brusquense foi importante para os visitantes. Ele conta que o objetivo principal do Clustex é unir a América para o desenvolvimento têxtil.

“Quero levar a todas as micro e pequenas empresas uma mensagem de unidade e progresso. É o único caminho que nós, latinos, temos numa economia globalizada”, afirma.

Próxima sede

O terceiro fórum de Clustex ocorrerá em 2017 na capital do Paraguai, Assunção. Adriana Chaparro, da delegação paraguaia, diz que a preparação já começou, para que “seja de nível internacional” como foi em Brusque.

“É um orgulho que tenham pensado em Assunção. Vamos estar muito felizes em recebê-los no terceiro fórum. Vamos trabalhar para que a organização seja de nível internacional, como foi aqui”, afirma.

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