Uma monja em Brusque

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O dia 27 de setembro de 2016 foi marcado para ser lembrado com a passagem da Monja Coen Roshi por Brusque. Dia com direito a sol brilhando, coisa rara em setembro, conhecido pelas chuvas.

O trabalho começou em janeiro. Algumas etapas foram necessárias. Peças de quebra-cabeça foram se juntando. Obstáculos surgiram, mas não desistimos. Pessoas muito especiais entraram e saíram, até definirmos a formação final do grupo: quatro mulheres (eu, Gislaine, Goreti e Sandra). Amigas que se respeitam e se admiram mutuamente.  Unimos forças em projetos compartilhados, e discutimos sobre temas que possam ajudar as pessoas a refletirem sobre a vida, e valores para organizações e sociedade mais humanas.  E foi em uma das reuniões de planejamento que discutimos sobre a necessidade de realizar um evento maior. Rapidamente, o nome da Monja Coen entrou na lista, em primeiríssimo lugar.

Seria ousado trazer uma Monja para uma cidade com tantos seminários e igrejas? De fortes crenças ligadas ao cristianismo? Talvez. Mas, o que queríamos não era discutir religião. Ia muito mais além. Queríamos proporcionar um momento de reflexão sobre a necessidade de descomplicar a vida. Olhar para coisas simples ao nosso redor, principalmente no momento turbulento e ruidoso que vivemos.

O universo se prontificou e trabalhou em favor da vinda da Monja para Brusque. Foi tudo feito com muita dedicação, mas também com leveza, fluidez  e alegria. Percebemos que trazer alguém tão iluminado, só poderia nos proporcionar plenitude! Trabalhamos inteiras. A Monja Coen tem essa capacidade: de criar harmonia pelo simples fato de pensarmos nela.

fotos: Gabriela Ristow Buss

fotos: Gabriela Ristow Buss

Passar o dia ao lado dela, foi uma experiência única e maravilhosa. Rimos e aprendemos com suas histórias cheias de graça. Uma pessoa intensa, de muita luz, que se posiciona com amorosidade. Fala com clareza e simplicidade temas de profundidade. Ficamos com os corações cheios de gratidão.

O evento começou com músicas lindamente interpretadas, luz e ambiente aconchegantes. A expectativa do público era grande. Sentíamos a vibração e ansiedade das pessoas aguardando a abertura do auditório. Quando todos se acomodaram a Monja entrou no palco. E começou com uma meditação. Uau! Meditar com a Monja… Aquilo foi demais. Um silêncio absoluto tomou conta do auditório cheio. Quase trezentas pessoas em meditação.

Aquilo estava de fato acontecendo: a Monja Coen estava ao nosso lado, contando-nos suas histórias e experiências, com uma fala serena, ensinando-nos sobre compaixão.

Em certo momento, desviei o olhar dela e me virei para as pessoas do auditório. Estavam hipnotizadas. Sem distrações. Sem incômodos.

Foram quase duas horas em que nos desligamos do mundo externo e acompanhamos as palavras da Monja: ”Abra as mãos. Quando a gente abre a mão, nela cabe todo o universo. Quando nós seguramos algo, nos limitamos. E às vezes, nós seguramos a dor, o sofrimento. A vida é simples. Tudo depende do seu coração. Tudo depende de você. Da forma com que você enxerga o mundo.”  

Abrimos mão dos ruídos, da agitação. Sentimos a paz. O tempo passou rápido. Seguimos para nossos lares com as palavras e ensinamentos da Monja Coen, e a lembrança de uma noite que marcou nossa história.

Nossa maior recompensa foram os agradecimentos pelo momento lindo que vivemos certas de que estamos no caminho, dando um passo de cada vez. Inspirando, Pausando, Expirando. Seguindo no fluxo da vida, conectando e espiralando!!!

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Clicia Helena Zimmermann - professora, consultora e especialista em mapeamento de ciclos.

 

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